CDs da minha vida

Desde pequena, música é um dos meus maiores prazeres. O interesse nasceu através dos meus pais, que estavam sempre ouvindo seus CDs e LPs favoritos no carro ou no sound system da sala, no volume mais alto, enquanto faziam suas coisas – um hábito que eu também puxei, não consigo fazer qualquer coisas sem ter uma trilha sonora acompanhando.

A paixão é tanta que um dos meus maiores sonhos de adolescente era ser cantora – que eu obviamente não consegui, mas até hoje gosto de fingir que sei cantar! xD

Tenho muitas memórias infantis que envolvem música, e foi uma delícia buscar essas referências dos últimos 20-e-poucos anos pra fazer o post. Foi difícil escolher os principais, mas os 12 álbuns que marcaram minha vida são esses. Aperta o play e vai lendo! ;)

Paula Abrahao - CDs da Minha Vida

The Carpenters – Only Yesterday

Destaque para as músicas “Sing” e “Please Mr Postman”, que eu amava. Esse era um dos LPs que minha mãe mais ouvia, fez parte de muitos momentos da minha infância.

The Beatles – Anthology

O único CD duplo que tinha em casa e eu adorava raptar da estante do meu pai, levar pro carro (parado na garagem, hahah) e ouvir “She Loves You” o mais alto possível. Nessa coletânea também tinha a versão em alemão, que adorava tanto quanto – e me divertia tentando entender e cantar.

Michael Jackson – Thriller

Um dos LPs favoritos da minha mãe, e um dos poucos que ela guardou até hoje, mesmo sem ter mais tocador de LP. Thriller e Bad foram trilha sonora de muitas tardes de faxina em casa na minha infância.

Mariah Carey – Number 1’s

Eis um CD que riscou em praticamente todas as faixas de tanto que minha mãe e eu ouvíamos. Lá pelos meus 13 anos, roubei de vez esse CD da minha mãe e passava H O R A S trancada no quarto ouvindo inteiro, tentando cantar igual à Mariah e fazendo performances para meus bichinhos de pelúcia segurando uma escova de cabelo na mão – já dá pra imaginar o quanto a vizinhança me odiava, né? :D

Disney

Eu era aquele pirralha que ia pra Ubatuba com a família no fim de semana e ficava brincando de “ser sereia”, cantando “Parte do Seu Mundo” e balançando o cabelo dentro da água, pedindo pra mãe tirar foto. Mas eu era feliz! :P Minhas trilhas favoritas (até hoje, hahahah) eram as da Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Aladdin, Pocahontas e Mulan. ♡

Spice Girls – Spiceworld

Capa rasgada, CD riscado e uma Paula que sempre subia na mesa de centro da sala pra dançar Spice Girls. Nunca tive o primeiro delas, Spice, então só me restava ouvir Spiceworld inúmeras vezes seguidas por dia até cansar. A febre Spice Girls era tanta que as amigas levavam o discman pra escola e passávamos o intervalo dançando as coreografias – inclusive a diretora chamou a gente pra se apresentar numa festa de final de ano! hahahah. Foi uma das primeiras bandas que instigaram um fangirling forte: eu tinha pasta de colagens, revistas, pôsteres, sabia todas as letras de cor e ainda colecionava os pirulitos e as figurinhas (alguém lembra disso?).

Backstreet Boys – Backstreet Boys

Dispensa apresentações, né? hahahah Eu era #TeamNick, aliás.

No Doubt – Tragic Kingdom

Mais um CD que roubei dos meus pais – e até hoje não sei como ele chegou em casa e se era do meu pai ou da minha mãe. A voz arranhada da Gwen Stefani também me acompanhou em muitas tardes depois do colégio, especialmente com “Don’t Speak”, “Just a Girl” e “Different People”.

Christina Aguilera – Stripped

Até hoje continua sendo meu álbum favorito dela, acho que deve ter só duas músicas que eu não gosto muito – além de ter sido o primeiro CD que eu comprei com minha mesada! Nem preciso falar nada de “Fighter” e “Can’t Hold Us Down”, né? Com certeza “CHUD” foi uma das primeiras músicas que me fizeram perceber o que é feminismo.

Evanescence – Fallen

Como toda boa adolescente revoltadinha que assistia MTV, me apaixonei por Evanescence assim que vi o clipe de “Bring Me To Life” pela primeira vez. Não posso negar que Evanescence foi uma banda importante pra mim, na fase chata dos 16/17 anos (e qual adolescência não é?) eu me identificava muito com as músicas da Amy Lee. O amor pela banda era tão grande na época que fiz parte do site oficial brasileiro e foi por lá que conheci muitos amigos que me acompanham até hoje. Foi também nessa fase que usei pela primeira vez o username @DarkDiva numa rede social, e nunca mais larguei. ♡

Epica – The Phantom Agony

Nunca vou esquecer o dia que um amigo passou uma música e falou “ouve essa banda nova que você vai gostar”. Ele acertou em cheio: há 10 anos, Epica é uma das minhas bandas favoritas, a única que eu fiz questão de ir em todos os shows no Brasil, e sem dúvidas foi decisivo para abrir meu gosto musical para outras vertentes do rock/metal. Em 2007 e 2008 eu até participei de uma banda cover, hahah. The Phantom Agony continua sendo um dos meus álbuns favoritos até hoje.

The Gathering – Home

De todos esses álbuns que escolhi, se tivesse recomendar apenas um para vocês ouvirem, é o “Home” do The Gathering. As músicas são deliciosas pra ouvir em absolutamente qualquer momento e têm uma continuidade impressionante, perfeitas pra ajudar a concentrar ou relaxar. Desde o lançamento, em 2006, está entre meus favoritos. E já falei sobre a ex-vocalista deles aqui no blog.

Achei que seria difícil encontrar 12 álbuns pra essa lista, mas me peguei pensando em quais deixaria de fora ou não. Claro que tem muitos outros que me marcaram nesses 27 anos, mas acho que essa seleção engloba bem as mudanças do meu gosto musical desde minha infância até agora.

E agora eu quero saber: quais são os seus CDs favoritos e quais desses que eu escolhi também fizeram parte da sua vida. ^^

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

O primeiro show na Holanda

Podem me chamar de ridícula, mas uma das primeiras coisas que passou na minha mente quando decidimos mudar pra Holanda, depois de “omg viagens mil”, foi “omg shows e festivais mil”.

BRBfeelings

 

Depois de me frustrar perdendo três shows e um festival por ingressos esgotados ou besteira minha, finalmente conseguimos ver uma apresentação da Anneke Van Giersbergen (não, você não quer saber como se pronuncia isso, acredite) em Amstelveen, uma cidade vizinha de Amsterdam.

Anneke é ex-vocalista do The Gathering, uma banda holandesa bastante conhecida (que IMHO tem um dos álbuns mais incríveis já feitos), dona de uma voz incrivelmente linda e de um carisma que magnetiza qualquer um que esteja ao seu redor. Depois de sair do The Gathering em 2007, ela se dedicou à um projeto chamado Agua de Annique, e atualmente está seguindo carreira solo – com umas músicas mega felizinhas, totalmente opostas ao que ela fazia antes, mas até que são bacanas.

Tive a oportunidade de vê-la se apresentando ao vivo com Danny Cavanagh, do Anathema, há alguns anos em São Paulo e foi, sem dúvidas, um dos shows mais bonitos e marcantes da minha vida – inclusive, ambos se apresentam novamente no Brasil em Maio!

Semana retrasada todos os sentimentos de “meldels que mulher incrível e fofa e simpática e carismática” voltaram quando ela estava a menos de 2 metros de distância de mim, cantando uma das músicas que marcou minha adolescência, e se apresentando do jeito único que só ela sabe. Foi também a primeira vez que consegui tirar fotos decentes de um show, então é mais um motivo para a data ficar registrada aqui no blog. ;)

 


Se vocês virem um cabelinho verde na frente dela, provavelmente sou eu.

Anneke van Giersbergen @ P60, Amstelveen

Anneke van Giersbergen @ P60, Amstelveen

Como se não fosse suficiente a emoção de ver um artista que você gosta tão de pertinho, ouvir uma das suas músicas favoritas na última década e tirar fotos bacanas para guardar de lembrança, ainda fui surpreendida no dia seguinte quando Anneke, a própria, viu minhas fotos e respondeu meu tweet:

É pra explodir meu coração de alegria e começar da melhor maneira possível a temporada de shows 2014! \o/  As fotos mais legais que tirei do show estão no meu Flickr - se até a Anneke achou as fotos bonitas, talvez vocês também gostem! ;D

Se você gosta de rock com uma pegada pop (e vice versa), recomendo ouvir os novos trabalhos da Anneke. E recomendo ainda mais ouvir o álbum Home, do The Gathering e os sons antigos da banda, com a voz encantadora dessa ruiva baixinha adorável. Depois me conta o que você achou – ou se você já conhecia!

A primeira queda

Paula Abrahão | Bike, Amsterdam

Resolvi usar salto alto nesse dia, uma botinha cano curto com alguns centímetros extras no solado (6cm? 8cm? não sei). Foi no lado esquerdo da ciclovia às 18h e pouco, eu me preparando pra virar à esquerda na Spui saindo da Rokin, ele tentando me ultrapassar. Não sinalizei minha curva, ele ultrapassou.

O pé ficou preso no pedal e não chegou no chão à tempo pra segurar. A bike tombou pro lado, o joelho e cotovelo arranharam. Soltei um “shit” e pedi desculpas enquanto segurava na mão que ele estendeu pra me ajudar, também pedindo desculpas. Alguém já tinha levantado minha bike e perguntou se estava tudo bem. Levantei, atravessei a rua, subi na bike e segui o caminho.

O joelho ficou roxo e ralado, mas a jaqueta e o jeans favoritos continuam intactos – roupa ‘de sair’ sempre tem um apego maior. E o aprendizado da semana foi: nunca mais usar salto alto andando de bike no centro da cidade.

5 coisas para fazer em Amsterdam

Dois Três meses em terras batavas [já estou perdendo a noção do tempo!] e continuo com a engraçada sensação de estar aqui apenas a passeio. Dizem que quatro meses longe de casa é quando você realmente percebe que não vai voltar tão cedo, então vamos ver se até lá essa vibe turista passa. :~

Enquanto isso, aproveito o tema do meme de março no Rotaroots, “5 coisas para fazer na minha cidade”, pra mostrar meus passeios favoritos em Amsterdam. Contrariando a visão popular, a cidade não é feita só de coffee shops (eufemismo para “vende-se maconha aqui”) e prostitutas – e menos ainda de moinhos. Definitivamente, os meus cincos lugares favoritos passam bem longe desse estereótipo. :}

Paula Abrahao | Vondelpark, Amsterdam

Vondelpark

Com Sol, chuva ou neve, o parque é um lugar delicioso para visitar. Flores, árvores coloridas, árvores imensas tombadas ou caídas em lagos, vegetação baixa, pessoas correndo, andando de bike, andando de mãos dadas, crianças e cachorros correndo na grama, gente praticando esportes ou fazendo piquenique… você pode ver tudo isso em qualquer estação do ano. E  ainda tem vários cafés (de verdade, com comida, chocolate quente e cafeína :P) espalhados dentro do Vondelpark pra quando bater a fome ou pra esquentar os dedos bebendo um chocolade melk met slagroom num dia frio de inverno. E no verão também rolam shows e apresentações gratuitos.

Paula Abrahao - Blue, Amsterdam

Blue Café

O Blue é um café/restaurante delicioso pra ver o pôr-do-sol tingindo os prédios antigos e tomar um cappuccino. Além da vista linda, o cardápio tem comidas muito gostosas por um preço justo (média de €7) e é o único lugar onde encontrei limonada caseira até agora (extremamente relevante pra mim! :P). Abre todos os dias – mas não se enganem pela minha foto, Amsterdam nem sempre tem um dia claro e azul desse jeito.

Paula Abrahao - Winkel 43, Amsterdam

Winkel 43

A única coisa que vocês precisam saber sobre a Winkel é: eu não sou fã de maçã quente nem de canela, e ainda assim estou aqui recomendado uma visita à um café cuja especialidade é uma torta de maçã. Sim, ela é tão perfeita, equilibrada e incrível que faz pessoas que não gostam de torta de maçã se apaixonarem. As tortas saem praticamente do forno pra mesa, chegam quentinhas, com massa crocante e uma colherada generosa de chantilly fresco. Para acompanhar, um cafézinho, smoothie de frutas do dia ou chá de hortelã fresca.

Paula Abrahao - Museumplein, Amsterdam

Museumplein

Mesmo que você não pretenda visitar um dos vários museus de Amsterdam, vale a pena passear na Museumplein (Praça dos Museus), conhecer o famoso “I Amsterdam” e admirar a arquitetura ao redor, como o Rijksmuseum (esse lindo na foto), o Van Gogh e o Stedelijk. Ah sim, vamos lá: a pronúncia desses museus de nome esquisito é “Rréiksmuseum” (com érre dobradinho no começo,  assim) e “Steideluk” (com ésse de carioca, assado).

Crédito: http://afreshdille.wordpress.com/ Crédito: http://afreshdille.wordpress.com//caption

De Negen (9) Straatjes

O bairro das nove ruazinhas é um exemplo perfeito do charme da cidade, com seus prédios tombados do século 17 dividindo a atenção com os canais. As nove ruas estão repletas de lojas de todos os tipos, brechós, restaurantes e cafés, um lugar ótimo pra caminhar e descobrir durante uma tarde.

O bom de uma cidade pequena é que tudo fica pertinho, então mesmo que você fique aqui só por um dia ou algumas horas entre conexões, dá pra tentar visitar os cinco locais da lista. Fiz um mapa para vocês terem uma noção melhor da localização, dá pra sair da estação Amsterdam Centraal e ir descendo até chegar no Vondelpark.

Você já visitou Amsterdam? Conta pra mim nos comentários quais são os seus lugares favoritos. Aproveita também pra entrar no Rotaroots e participar do meme, contando quais são os 5 lugares mais bacanas para visitar na sua cidade. :}

De onde eu blogo?

Esse post faz parte do Rotaroots, um projeto saudosista que promove a blogagem marota e oldschool. Quer participar? Acesse o site e/ou entre no grupo do Facebook e divirta-se!

O meme da vez no Rotaroots é “De onde você bloga?”, então vim aqui mostrar meus cantinhos favoritos da casa onde me dedico ao blog. Desde que mudamos para o apartamento novo, ainda não encontrei o meu canto. Tenho intercalado entre a sala e o escritório, mas nenhum deles têm exatamente minha cara.

Gosto da sala por ser bem iluminada e ter uma mesa imensa onde posso espalhar o macbook, caderninhos, canetas e tudo o que me inspira no momento. Além da vista ser bonita, é onde os gatinhos gostam de ficar – então eu não fico sozinha. ♡

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O escritório é menorzinho, mas até que tem seu charme e sua privacidade, que é muito pertinente em algumas situações. Só que divido o escritório com o marido e a mesa que está lá não fomos nós que escolhemos; ela é do dono do nosso apartamento, assim como 99% dos móveis da casa – mas falo mais sobre isso depois. Classificando de 0 a 10, o tanto que eu detesto essa mesa é 12.

Então já dá pra imaginar o caos que é sentar em um lugar compartilhado que não tem a nossa cara, né? Estamos estudando a melhor forma de deixar o cômodo mais aconchegante sem estragar os móveis do proprietário do apartamento, então quem sabe em breve eu trago novidades sobre isso.

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E você, de onde bloga? Conta pra mim aqui nos comentários – ou deixe o link do post no seu blog, vou adorar ler! ;}

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