Tromsø, Noruega: teleférico Fjellheisen e Storsteinen

Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, teleférico Fjellheisen

Que dorzinha no coração publicar a terceira e última parte da nossa viagem à Tromsø, Noruega. Caso você tenha perdido as partes anteriores, falei sobre a natureza ártica e a viagem no geral e sobre as auroras boreais nos posts passados.

Reservamos nosso último dia em Tromsø para pegar o teleférico Fjellheisen e subir a montanha Storsteinen, logo em frente à ilha, e foi justamente o único dia que nevou. Eu ainda não tinha visto neve em grandes proporções, só uns “floquinhos molhados” que caíram por algumas horas em Amsterdam no começo desse ano, então eu estava desesperada pra chegar logo na montanha e ver neve de verdade (já que os dias anteriores foram bem atípicos nesse quesito).

Estávamos com preguiça de ir de transporte público, então pegamos um táxi, atravessamos a famosa ponte Sandnessund, passamos pela icônica catedral e, alguns minutos depois, chegamos à base da montanha. Estava tudo branquinho coberto com neve fofinha, aproveitamos pra tirar muitas fotos e praticar caminhar na neve – nada fácil, viu? hahah

Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e Storsteinen Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e Storsteinen
Pleníssima na neve

Meu joão das neves da vida real :3

Deixamos $17NOK (19 euros) pra trás e, após quatro minutos balançando com os ventos fortes dentro de um carrinho de teleférico lotado, chegamos ao topo da montanha.

Asim que as portas do teleférico abriram, eu percebi algo bem desagradável: fiz a pior escolha de roupas para esse dia. Estava muito mais frio e ventando no topo da montanha, e eu, burrinha demais, vesti apenas uma calça jeans, meias de lã, dr. martens (ao invés das botas de neve) e duas camadas finas de blusas, além do meu casaco. Fica o aprendizado para ocasiões futuras e para vocês também: não sejam burros como eu!

Saímos do carrinho e subimos uns lances de escada até chegar ao chalé que abriga um café/restaurante, um observatório e dá acesso à montanha. Esse chalé salva vidas, inclusive, pois tem aquecedores gigantescos próximo das portas. Começamos pelo observatório a céu aberto, que estava com uma camada de uns 10cm de neve fofa no chão. Muito, muito frio e névoa pesadíssima, mal dava pra ver a cidade. Ficamos lá por uns dez minutos e, felizmente, a névoa cedeu umas duas vezes para podermos admirar a vista. É muito lindo! Dá pra ter uma noção do tamanho da ilha de Tromsø, super pequenininha.

Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e StorsteinenSO MUCH COCAINE digo, neve

Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e StorsteinenA ponte Sandnessund liga a ilha de Tromsø à mainland

Precisávamos passar por dentro do chalé para ter acesso à montanha, então já aproveitei pra passar um tempo secando a mão e a calça jeans no aquecedor. Não fazia nem quinze minutos que tínhamos chegado e eu já estava sofrendo de frio, porém determinada a seguir com o passeio e não ficar só no quentinho. Abrimos as portas e fomos desbravar um pouco da montanha, andando até uma das pontas pra ver a cidade por outro ângulo. A névoa ainda estava indo e vindo, bem pesada e extremamente rápida. Na foto logo abaixo eu consegui capturar um pouco da névoa chegando e encobrindo a vista para a cidade.

Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e Storsteinen
Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e Storsteinen

Tiramos muitas fotos e eu aproveitei para cometer o segundo erro do dia: me jogar no chão pra fazer anjinhos na neve. Errar uma vez só é para os fracos, tem que errar DUAS vezes. Totalmente não recomendado se você está vestindo apenas uma calça jeans a +420m de altura com vento e uma nevasca chegando. Se eu faria de novo? Em um piscar de olhos! hahah. Não fui até a cidade mais norte do planeta pra passar vontade (só pra passar frio mesmo).

Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e StorsteinenPaula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e StorsteinenSalto sincronizado na neve: não dominamos

Não faço ideia de quanto tempo ficamos no topo da montanha, calculo que foi cerca de uma hora, mas em um certo momento a tempestade de neve chegou com tudo e minhas pernas estavam tão geladas que eu já estava perdendo a sensação nelas – e não, isso não é uma hipérbole. Estava tão gelada que mal estava conseguindo andar direito e o caminho de volta pro chalé, que pareceu tão curto na ida, parecia não ter fim.

Encerramos o dia com um chocolate quente e o waffle mais delicioso que já comi na vida, perfeito pra aquecer o corpo depois de umas aventuras (e umas burrices) na tempestade de neve. Essa viagem teve tantos momentos incríveis e divertidos que vai ser difícil esquecê-la. Quase oito meses já se passaram e meu coração ainda aperta cada vez que lembro de todos os detalhes. Tromsø é, sem sombra de dúvidas, um dos lugares mais lindos que já tive o prazer de visitar e um destino que quero muito voltar quantas vezes eu conseguir. A natureza da região é ímpar e há atrativos tanto no verão quanto no inverno, então é um daqueles lugares que vale muito visitar uma vez em cada estação para ter experiências totalmente diferentes.

Paula Abrahao | BLOG - Tromsø, Noruega: Fjellheisen e StorsteinenParece Star Wars, mas era só a gente tentando voltar pro chalé…

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Tromsø, Noruega: Aurora Boreal

Chegou o post mais esperado da história desse blog! Ver a aurora boreal estava há anos na minha bucket list, e eu nunca consegui nem imaginar como seria presenciar o fenômeno ao vivo. Spoiler alert: foi tão insano que até agora, meses depois, eu acho que estava sonhando.

No primeiro post falei sobre nossa viagem para Tromsø, a charmosa cidadezinha no extremo norte da Noruega. Um dos objetivos principais da nossa viagem era tentar ver a tal da menina aurora, já que Tromsø é o melhor lugar para começar a caçada às luzes (e não se enganem com o termo: é realmente uma caçada).

A época que fomos, no final de janeiro, nem é a mais ideal para conseguir ver auroras na região, pois o clima costuma ser instável e o céu nem sempre está limpo o suficiente. Pelo que pesquisei e ouvi de amigos, entre setembro-novembro e fevereiro-março as chances são melhores.

Ver uma aurora boreal é praticamente ver um unicórnio da vida real. MUITOS detalhes precisam se alinhar: você precisa estar próximo ou acima do círculo polar ártico, em uma região o mais escura possível e sem poluição visual, o céu precisa estar limpo (sem nuvens) e a atividade solar precisa estar acima de um determinado nível. As duas primeiras coisas são fáceis, mas quem disse que dá pra prever ou controlar o restante? Por isso (e por não conhecermos bem a região), escolhemos não tentar vê-las sozinhos e reservamos excursões com duas empresas diferentes: GreenFox e Wandering Owl. Tromsø Safari também é uma empresa bem renomada e ótima para esses passeios.

Caça à Aurora, Tentativa 1 – A New Hope

Chegamos em Tromsø em uma sexta-feira e nossa primeira tentativa seria no domingo, com a GreenFox. No começo da tarde de sábado, enquanto passeávamos pelos fiordes, recebemos uma ligação do nosso guia avisando que a previsão para sábado estava melhor do que no domingo. Segundo ele, as chances de ver auroras no sábado seria melhor, então ele sugeriu mudarmos a data – e nós topamos, claro. O guia nos buscou no hotel com uma van, no comecinho da noite, e as primeiras horas foram apenas dirigindo.

É nesse momento que o termo “caça às auroras” começa a fazer sentido: todos os guias ficam em contato constante uns com os outros para saberem em quais regiões o céu está mais limpo e o clima está melhor, aumentando as chances de ver alguma coisa. O pico de atividade solar costuma ser por volta das 23h-24h (ou a partir desse horário), então passamos horas só dirigindo de um canto pra outro. O guia parava ao longo do caminho pra descer da van e olhar o céu, e chegou até a dirigir em direção à Finlândia pra tentar ver algo lá – mas, 30min antes de chegarmos, ele foi avisado que as condições não estavam boas e seguimos pra outro local (fiquei chateada, queria ter ido pra Finlândia de brinde! haha).

Quando encontramos um local adequado, ele estacionou a van e retiramos todos os equipamentos: os macacões termais (que nem usamos, pois não estava muito frio), tripés para as câmeras, lanternas, comidas, bebidas e peles de rena pra sentarmos no chão ao redor da fogueira que ele faria. Infelizmente, não vimos praticamente nada nessa noite. A previsão nos enganou; o céu estava muito fechado e, apesar de vermos uma luzinha esverdeada bem fraca no céu, as nuvens pesadas nos impediram de realmente ver qualquer atividade.

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Ainda assim, foi uma noite divertida: assamos linguiças na fogueira, tomamos chocolate quente e chá, conversamos horrores, rimos e ficamos defumando ao redor do fogo. Estar em um grupo de sete amigos que se conhecem muito bem fez toda a diferença, todos estavam com um bom ânimo mesmo com o prospecto de não ver nada. Com boas companhias, não existe tempo ruim! :)

Quando estávamos voltando pro hotel, já lá pelas 2am, o guia sugeriu fazermos o passeio de novo no dia seguinte – a data original que tínhamos escolhido. Acho que ele se sentiu um pouco culpado por sugerir a mudança da data, sendo que não vimos praticamente nada. Ele foi extremamente gentil em oferecer nos levar novamente por conta própria, independente da empresa e de qualquer pagamento extra. Eis que, no domingo, fizemos nossa segunda aventura de caçada às auroras!

Caça à Aurora, Tentativa 2 – The Aurora Strikes Back

O processo foi o mesmo: ele nos encontrou no hotel e passamos horas dirigindo até achar um lugar bom. Dessa vez, fomos pro meio de duas montanhas e passamos um tempinho lá – de novo fazendo fogueira, comendo linguiça com pão e esperando eternamente por algum sinal de luzes no céu. Não aguentava mais comer linguiça com pão a essa altura do campeonato! hahaha. As condições estavam um pouco melhores e conseguimos ver mais das luzes, especialmente quando saímos das montanhas e seguimos para uma praia. Começou a nevar e, segundo o guia, após a neve geralmente a chance de ver a aurora melhora – e ele estava certo! Dessa vez, ao invés de uma ‘corzinha’ menta no céu, conseguimos identificar alguns rastros de luz. E o céu? Nunca vi um céu tão incrível, cheio de estrelas. Mesmo sem ver aquela aurora boreal de fotografias, toda colorida e ‘dançante’, só de estar ali naquela praia, ouvindo o mar batendo das pedras e olhando o céu estrelado, cercada de pessoas queridas, foi sensacional.

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Esse pacote amarelo sou eu, em meu momento mais viking da vida: sentada em uma pedra no norte da Noruega, me esquentando ao lado da fogueira enquanto “chovia neve”, admirando o céu estrelado e ouvindo as ondas do mar quebrando.

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Caça à Aurora, Tentativa 3 – The Return of the Aurora

No terceiro dia, nosso tour foi com outra empresa (Wandering Owl). Dessa vez a van era maior e a excursão foi feita em mais pessoas, cerca de 14. Nós já sabíamos como as coisas funcionam e não prestamos tanta atenção nas explicações e no caminho, ficamos quietinhos na van esperando chegar na localização da noite.

Paramos em uma clareira gigante, um campo onde fazem separação de renas (mas não tinha renas lá, só um cheiro muito forte delas e alguns presentinhos espalhados). Montamos acampamento, fizeram a fogueira, pegamos os tripés e nos espalhamos para configurar tudo para a noite. Ficamos mais de uma hora só esperando e tivemos umas poucas luzes fracas aqui e ali, porém já melhores que nas noites anteriores. Parecia promissor!

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Depois do jantar ao redor da fogueira (eles forneceram sopa, pão e biscoitos, além de chá e chocolate quente), voltamos pros tripés e esperamos mais, e mais, e mais… até que as nuvens começaram a abrir, o céu ficou limpo e as luzes, do nada, começaram a ficar mais fortes. Até então eu admito que estava um pouco cética em enxergar qualquer coisa que se assemelhasse às fotos que sempre vemos por aí, mas parece que Tromsø decidiu nos dar esse presente de despedida: a atividade foi ficando cada vez mais intensa.

As luzes, que começaram fracas perto das montanhas, se espalharam intensamente no céu inteiro, bem acima das nossas cabeças. Elas dançavam de um lado para o outro, dando até para ver o rastro “mais alto” nos momentos de pico (na foto abaixo dá para entender um pouco isso da ‘luz alta’). A cor predominante era verde, mas vimos alguns rastros de magenta e uma luz branco-azulada em alguns momentos. A parte mais incrível, pra mim, foi realmente vê-las dançando no céu, parecia um véu se abrindo para um outro plano.

Paula Abrahao | Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Foi muito mágico, superou todas as minhas expectativas. Eu só conseguia ficar sentada no chão olhando para o céu de boca aberta. Escorreram umas lágrimas de emoção, mas qualquer outra reação foi simplesmente impossível. A natureza é uma coisa louca. Relembrando agora, parece até que foi um sonho e que nada disso aconteceu. Felizmente tínhamos configurado a câmera pra tirar várias fotos ao longo da noite, então não precisamos nos preocupar com nada – era só curtir o que estava acontecendo.

Queria poder explicar melhor como foi, mas é extremamente difícil. Foi uma das experiências mais emocionantes e surreais que eu já vivenciei, valeu cada segundo das três noites mal dormidas. Ainda quero voltar pra Tromsø pra tentar ver a aurora boreal de novo (já que agora estou longe demais pra ver uma aurora austral ao sul do planeta) e ter uma experiência mais “aventureira”, digamos (nós mesmos caçando com alguns amigos, sem excursões, e ficando mais tempo).

Fomos embora com a atividade em alta ainda, tanto que no caminho pra van todos tivemos que parar e ficar admirando o céu mais um pouco, simplesmente não dava pra entrar e ir embora.

No dia seguinte já tínhamos que voar de volta pra Amsterdam, mas aproveitamos a manhã para pegar o teleférico e visitar a montanha logo em frente ao centro de Tromsø. Fomos presenteados novamente pela natureza, dessa vez com uma tempestade de neve enquanto estávamos no topo da montanha. Mas essa história fica para o terceiro (e último) post sobre nossas aventuras em Tromsø.

Se você leu até o final: obrigada e parabéns pela coragem! hahah. Espero ter conseguido transportar você um pouquinho para essa experiência mágica de ver uma aurora boreal. :)

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[6 on 6] Juli

Retorna a eterna sumida, após meses, para mais uma edição do Projeto 6 on 6. Acho que já deu para perceber que tem sido ínfima a minha vontade de publicar qualquer conteúdo pessoal online, né? No último ano, frequentemente me encontro na indecisão entre querer compartilhar experiências e um sentimento profundo de resguardo. Contudo, estou no meu décimo sétimo ano nessa indústria vital da interwebz compartilhando coisas que ninguém me perguntou, então preciso manter uma certa presença. Tenho que manter esse meu pedaço de terra virtual atualizado periodicamente, né. :P

Nem acredito que já passamos da metade de mais um ano, realmente o tempo parece voar conforme envelhecemos. Os últimos meses trouxeram muitos momentos de tumulto, mas também tiveram sua dose de doçura. A primeira lembrança boa que tenho dos últimos é minha primeira passagem pela Irlanda, onde eu finalmente conheci a Taís pessoalmente! Ela é ainda mais amor pessoalmente e nos levou pra passear por Dublin, mostrando partes icônicas e seus pedacinhos favoritos da cidade. A Irlanda é um dos países que eu sempre quis conhecer, então já fui sabendo que só uns dias não seriam nem de perto suficientes para eu ver tudo o que queria.

Paula Abrahão | BLOG - Projeto 6 on 6 - Taís em Dublin
Paula Abrahão | BLOG - Projeto 6 on 6 - Dublin

Também nesse hiatus dos últimos meses, fizemos uma reforma na cozinha e quase tudo que poderia ter dado errado, deu. Levou mais de mês de broncas, perplexidade, muito stress e sumiços de prestadores de serviços até conseguirmos completar tudo, mas deu, acabou e a cozinha está incrível. Essa reforma era uma das coisas que eu mais esperava fazer na casa, mas ao ver o ambiente vazio, com as paredes quebradas e canos expostos, tive uma sensação curiosa. Certas mudanças, mesmo quando pensadas, me trazem uma certa nostalgia e dão uma balançada nos meus sentimentos. Tive um momento de inspiração com o cenário caótico (e com a música Boxes da Eivør) para tentar umas fotos diferentes, que carinhosamente nomeei de ‘Familiar Ghosts’.

Paula Abrahão | BLOG - Projeto 6 on 6 - Familiar Ghosts

“I have put little things into boxes, and the ghosts in the corners are lonely”

Falando em música, o mês de junho foi maravilhoso no quesito shows e momentos inesquecíveis! O primeiro deles foi justamente o dessa cantora faroesa tão mágica: Eivør Pálsdóttir. Um dos shows mais incríveis que já vi, a voz dela é surreal de envolvente e poderosa, ainda mais encantadora ao vivo do que nos álbuns. Se vocês ainda não ouviram, recomendo muito. Tipo, pare de ler isso agora mesmo, abra uma aba no YouTube e procure as músicas dela (já ajudei com o link ali em cima, inclusive).

Paula Abrahão | BLOG - Projeto 6 on 6 - Eivor

Em seguida veio o show do Linkin Park, que agora é tão agridoce pra mim.Eles foram a primeira banda que eu assisti ao vivo na minha vida, lá em 2004. Há 13 anos eu estava vendo Linkin Park acompanhada de amigos e do cara que viria a ser meu marido. Além disso, muitas pessoas queridas com as quais tenho contato hoje em dia também estavam lá. Eu era apaixonada pela banda no começo dos anos 2000, mas de uns cinco anos pra cá não acompanhei tanto os lançamentos. Foi muito especial vê-los na companhia de amigos queridos mais uma vez; todos os meus sentimentos de fan girl voltaram forte depois do show. E… exatamente um mês após essa memória tão especial, meus messengers começaram a pipocar com notícias do suicídio de Chester Bennington. Eu nunca achei que ficaria tão triste e abalada assim pelo falecimento de uma celebridade, mas essa bateu muito forte e ainda me deixa triste de lembrar, sinceramente. A foto de celular tá bosta, mas fica a lembrança (e o nó na minha garganta).

Paula Abrahão | BLOG - Projeto 6 on 6 - Linkin Park

A notícia chegou na noite anterior das nossas micro-férias para Mallorca, então engoli a tristeza e tentei esquecer um pouco da vida nos dias seguintes. Felizmente, foi fácil fugir da realidade por alguns dias com a ajuda do calor, da água cristalina e com os muitos drinks maravilhosos do hotel. Não sou muito de praia, mas tenho sonhado em voltar pra Mallorca todos os dias desde que chegamos em casa – esse é o nível de maravilhosidade da coisa. Fiquei surpresa com a beleza de lá e estou determinada a voltar para as Ilhas Baleares e descobrir mais desses pedacinhos de terra paradisíacos.

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Para encerrar, uma foto de brinde dessa bebê cabra simpática que vimos na fazenda Geitenboerderij Ridammerhoeve (SAÚDE!), dentro do bosque Amsterdamse Bos em Amsterdam. Não tem como resistir a essa carinha de quem estava desesperada por uns tufos de alfafa – e comendo as alças da minha bolsa ou os cadarços do meu tênis a cada oportunidade que tinha. E um OLAR pra Rayana, que foi quem me deu “uns chega” pra voltar a postar. <3

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Tromsø, Noruega: a cidade mais ao norte do mundo

Por onde começar esse post? Eu nem sei, sinceramente. Foi uma viagem tão intensa e cheia de momentos incríveis que fica difícil traduzir em palavras tudo o que senti.

Tromsø (a pronúncia é “trumsa”) é uma comuna ao norte da Noruega e é considerada a cidade mais ao norte do mundo com população acima de 50.000 pessoas (há vilas menores ainda mais ao norte, algumas com só duas pessoas!). É uma cidade universitária com muita gente jovem de todas as partes do mundo, e um dos melhores lugares no mundo para ver a aurora boreal (ou começar sua jornada para vê-las).

Fazia tempo que queria visitá-la, culpa de uma amiga que mora lá (sdds blog da Galantini), mas era um daqueles desejos que pareciam tão distantes e inalcançáveis que eu nem dava muita atenção. Até o dia que nos juntamos com outros cinco amigos e compramos as passagens de avião! #ShitGotReal. Passamos apenas quatro noites na cidade, mas enchemos a agenda de atividades. Reservamos três passeios guiados: um tour pelos fjords e uma caça à aurora com a Wandering Owl, e uma outra caça à aurora com a GreenFox. Demos azar e pegamos uma semana de clima estranho em Tromsø, com chuva e sem neve, estava até mais quente que em Amsterdam: 6C contra -7C. Imagina minha decepção depois de comprar tantas roupas térmicas para essa viagem…

Assim que chegamos, só demos uma voltinha na cidade e aproveitamos pra matar a saudade da nossa amiga (e conhecer os gatinhos lindos dela). Na manhã seguinte tínhamos agendado um passeio guiado pelos fjords e natureza local, o Arctic Landscapes pela Wandering Owl.

Encontramos nosso guia no Tromsø Visitors Center às 9:50, um moço polonês super simpático e cheio de energia chamado Tom. Embarcamos em uma van praticamente só pra gente (tinha mais um cara da Lituânia que se juntou ao nosso grupo, ele aparece em uma das fotos! haha) e partimos de Tromsø em direção a Tromvik, uma vila de pescadores. Paramos algumas vezes no meio do caminho para admirar a paisagem e tirar fotos; vimos renas sendo alimentadas por um senhor Sami (o povo indígena local), lagos imensos congelados e fjords.

Em uma dessas paradas, passamos um tempinho em Grøtfjordbtn para tomar chocolate quente com biscoitos e admirar a vista. Estava frio e ventando, mas a praia era linda – trouxe duas conchinhas de lembrança (perguntei antes se era okay tirá-las de lá, claro). Em todo o percurso, o Tom fez questão de explicar o máximo possível sobre os lugares, costumes locais e esclarecer nossas dúvidas. O destino final antes de retornar pra cidade era Ersfjordbotn: um istmo entre os fjords Ersfjorden e Kaldfjorden. É um lugar lindo, com água até perder de vista, passa uma tranquilidade imensa.

No passeio aprendi que os Sami são os donos de todas as renas de Tromsø, apesar delas andarem livremente, e somente eles podem tê-las. Antigamente, as famílias acompanhavam as renas para onde quer que elas fossem, mas hoje em dia os rastreadores facilitam a localização. São os Sami que alimentam, cuidam e decidem quais renas serão destinadas ao consumo. Fiquei com dó das reninhas fofas, mas no fim entendi que é um processo totalmente local e necessário, afinal não há muita variedade e a Noruega é bem estrita com importação de alimentos.

Também descobrimos que as tradicionais casas norueguesas, pintadas de vermelho com janelas brancas, são assim simplesmente por uma questão financeira: a tinta vermelha era a mais barata e mais fácil de encontrar. No fim, virou uma tradição. Falando em descobertas, vale saber que comida lá é bem cara: uma refeição simples em um restaurante pode facilmente sair €50. Os preços nos mercados locais (Kiwi, Coop e Spar) também são altos, e realmente não há uma grande variedade de alimentos disponíveis.

Tromsø é praticamente uma vila de tão pequena e não há muito o que fazer por lá. Queria ter ido visitar o Polar Museum, mas não deu tempo e acabamos indo apenas ao aquário: Polaria. Ele é minúsculo, só tem um tanque para quatro focas resgatadas e alguns outros aquários menores com ouriços, estrelas, caranguejos e afins.

Apesar de termos agendado só dois passeios para tentar ver as auroras, acabamos indo três noites seguidas – o que bagunçou um pouco nosso planejamento e nos deixou com menos pique durante o dia. Além de andar pela cidade (em 30min dá pra ver tudo!) e ir ao Polaria, aproveitamos o único dia de neve da nossa estadia para pegar o teleférico Fjellheisen até o topo da montanha Storsteinen, que fica bem em frente a Tromsø. Vou falar mais sobre ele em outro post, achei incrível e tiramos fotos ótimas lá!

Você provavelmente quer saber quando eu vou falar da aurora boreal, certo? Segura essa emoção. Farei um post dedicado somente às aventuras caçando as ororinhas, cheio de fotos e até com vídeo – mas se você me acompanha no Instagram, já sabe que demos muita sorte e conseguimos ver! E tem uma prévia no final do post. :)

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[6 on 6] Maart

Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Maart 2017

Fatos reais: quem faz binge watching no Netflix, perde o dia certo das publicações do Projeto 6 on 6. Pulei os últimos dois meses e cheguei atrasada para mostrar o terceiro, mas dizem que a intenção é o que vale. :P

Março (Maart, em holandês) foi intenso. Fiz minha primeira viagem à trabalho, para Nova York, com praticamente o time inteiro. Estava numa ansiedade incomparável antes de viajar; fiquei doente antes, durante e depois, mas deu tudo certo e foi incrível. Foi minha segunda viagem para Nova York e o coração bateu forte do mesmo jeito, a energia dessa cidade é uma coisa indescritível. Nem a nevasca Stella –que resolveu aparecer no último dia e cancelar nosso voo, conseguiu estragar.

As primeiras quatro fotos são das nevinhas que vimos em Amsterdam entre janeiro e fevereiro. Esse lago imenso da primeira foto congelou completamente por alguns dias no finalzinho de janeiro e todo mundo foi aproveitar pra patinar e andar por ele. Não que a prefeitura tenha recomendado isso… mas a gente estava lá de qualquer forma. Disclaimer: os bonecos de neve simpáticos não são meus. Nunca tinha feito um boneco de neve antes e minha primeira tentativa ficou horrenda, nem tive coragem de tirar foto de tão feio que ficou. Esses foram feitos por algum vizinho claramente mais experiente nessa arte milenar.

Já a última foto é de semana passada, quando fui dar uma olhada nas cerejeiras florescendo no Westerpark. A essa altura, todas as flores já devem estar caídas no chão. Fiquei olhando esse periquito beliscando as flores em uma das árvores por alguns minutos antes de resolver tirar uma foto – e CLARO que ele saiu voando bem na hora, mas acho que gostei mais da foto ‘inesperada’ do que se tivesse fotografado ele paradinho nos galhos. Saiu voando com um raminho de sakuras pra fazer um ninho… achei fofo.

Outras águas de março:
Taís (Irlanda), Lolla (Inglaterra), Alê (Ucrânia), Ana (Alemanha)

Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Maart 2017 Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Maart 2017 Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Maart 2017 Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Maart 2017 Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Maart 2017 Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Maart 2017