A Família Addams – O Musical

Do que você lembra quando pensa em “A Família Addams”?

As primeiras lembranças que tenho são a de uma família mórbida, com uma estrutura peculiar porém extremamente forte. Lembro de sexo também, afinal Mortícia e Gomez tinham uma paixão fervorosa – que, na época, eu não assimilava como sexo, mas no auge dos 25 anos é inevitável não fazer essa associação, né…

Bem, esqueça tudo isso aí em cima. O musical A Família Addams, em exibição no Teatro Abril (SP), é um programa divertido para o final de semana, mas não passa disso. O figurino e o cenário não são espetaculares, mas cumprem sua função, já a caracterização dos personagens passa longe do espírito original da série/desenho.

Senti que a presença de Marisa Orth como Mortícia foi apenas para chamar a atenção do público que não está familizarizado com o teatro musical, já que sua interpretação deixou MUITO a desejar. Faltou paixão, potência vocal e principalmente presença para uma das personagens mais icônicas, o que é muito triste. Esperava vê-la sensual, obscura, elegante e misteriosa, mas o que recebemos foi uma personagem escrachada.

Vandinha e Fester (que deveria ser Tio Chico) também decepcionam, mas o fato mais incompreensível pra mim foi toda aquela felicidade no enredo. Sim, você leu felicidade. Não sou crítica de cinema ou teatro, mas sou fã de Família Addams desde que me conheço por gente e, em minha humilde opinião, a essência da família não foi preservada. Tivemos os únicos vislumbres do quão ótima a peça poderia ter sido com os personagens Gomez e Feioso, que mantiveram suas personalidades e falas características. Peguei-me pensando na fantástica interpretação de Cristina Ricci e desejando que a Vandinha do musical tivesse levado pelo menos 1/3 daquela morbidez para o palco.

No geral, o musical é bem okay: tirou algumas risadas e foi um bom entretenimento para o final do sábado, mas certamente não foi memorável e nem lembrarei de detalhes da montagem no futuro. Se você procura por um musical ameno para passar o tempo, é uma ótima opção. Caso você realmente seja fã do espírito macabro e sarcástico da Família Addams, procure os filmes e seriados antigos e divirta-se em casa mesmo!

E você, já foi assistir? Comenta aí com sua opinião. :)

Addams

A morte sempre lhe cai bem?

Playlist: Paddy’s Day

Hoje é Dia de São Patrício, o padroeiro da Irlanda. Ainda não contei por aqui, mas tenho um coração que jura que é celta e morre de vontade de conhecer a Irlanda, aprender gaélico e morar no meio do mato (irlandês, claro) ouvindo música folk o dia inteiro. Não vou a nenhuma festa e talvez a nenhum pub, afinal tudo fica lotadíssimo no Paddy’s Day, mas acordei ansiosa… uma de minhas amigas mais queridas está na Irlanda neste exato momento, acho que minha alma irlandesa deve ter pensado que eu estou junto, só pode.

Enfim… enquanto não tenho o prazer de conhecer a querida Éire, vou ficar com o bolo de Guinness com chocolate e uma playlist especial pra data. :)

Éire

Aloka dos gatos #1: O dia que virei mãe de gatinhos

Tudo começou na última semana de Dezembro, quando uma amiga querida do Rio resgatou uma gatinha com pouco mais de um mês de dentro do capô de um carro no aeroporto. A pequena “dirigiu” cerca de 50km ao lado do motor do carro, no calorão do Rio. Foi resgatada, desmaiou, estava toda imunda de graxa, mas foi cuidada e ficou bem. Começou então uma forte campanha da parte dessa amiga para que eu e o namorado adotássemos a pequena, que estava abrigada temporariamente. E tem como dizer não à uma gata assim?

Oi, eu sou a Arya!

No dia 14/01 a pequena fez a “ponte terrestre” RIO-SP, dessa vez dentro da caixinha de transporte, e chegou em casa toda medrosinha mas toda curiosa. Em poucas horas ela já estava ronronando em nosso colo, distribuindo carinho e atenção com aqueles olhos esverdeados e gigantes de lêmure. Ah sim, o nome da pequena é Arya, inspirado na personagem Arya Stark de Game of Thrones; uma criança igualmente corajosa e forte. E lhe caiu tão bem! Arya é carinhosa, curiosa, sapeca e toda molecona.

Ficamos tão apaixonados com a presença dela que na mesma tarde fomos à procura de um segundo gatinho, e acabamos adotando o Jamie, um yellow-tabby com cerca de dois meses e meio. Fomos buscá-lo em uma casa quase lá em São Caetano, ele havia sido resgatado na noite anterior e não sabemos nada sobre sua história. Ele estava escondidinho no fundo de uma gaiola, morrendo de medo, ficava miando baixo e sentido quando o pegamos no colo – e também em todo o caminho pra casa. Chegou lá aterrorizado, correndo pra baixo de todos os móveis e soltando vários “hiss” pra Arya, mas logo vimos que era só pose e que ele estava morreeeeendo de vontade de brincar com ela.

Jamie & Arya

Em 24h ele já estava mais confortável e em menos de 1 semana dominou a casa, virou nosso reizinho dengoso que reclama por carinho o dia inteiro. E é assim que eu quero começar o diário Aloka dos Gatos: com as boas lembranças da chegada dos pequenos em casa. Tem muitas molecagens, dúvidas e descobertas que eu quero compartilhar com os recentes, futuros e veteranos pais de felinos, então preparem-se para uma ocasional overdose de fofurice! :D

Natal em Winterfell

Posso assoprar a poeira nesta casa virtual? Tá precisando de um pouco de amor, eu sei bem. Os últimos meses foram insanos, mas vou deixar esse assunto para o balanço do ano – que chega em alguns dias. Faz tempo que não pratico essa verborragia anual de eventos e recordações, e sempre me fez tão bem! Enquanto isso, vou mostrar um pouco do que foi o primeiro Natal em Winterfell, na casa-vida nova com o namorado. :)

Notícias de Winterfell

Shame on me, sem atualizar o blog desde o dia 30/09. Culpa da mudança e adaptação, então seguimos com calma. A rotina está começando a se ajeitar lentamente. Temos todos os eletrodomésticos, eletroportáteis (até uma panela de arroz japonesa!) e mobília. Agora só falta mesmo comprar e instalar prateleiras (e talvez uma estante) pra buscar todos os livros e as miniaturas (lego alert!).

Também já temos uma mini horta com mudas de alecrim e orégano, um tomilho em fase de incubação – falta arrumar mudas de coentro e manjericão, pelo menos. Pra decorar, mini samambaias na mesa da sala e uma mudinha de bico de papagaio, que durou 15min na mão do namorado e agora sobrevive com apenas um raminho no vaso.

Winterfell

As plantinhas de Winterfell - Tomilho sementinha

As plantinhas de Winterfell - Alecrim

As plantinhas de Winterfell - Orégano e Arruda

Saindo da concha

Nos últimos três anos foi uma atrás da outra, dando um chacoalhão na vida. Ora deixando-a de cabeça para baixo, ora deixando tudo aos pedaços. Seja qual for a situação, todas foram positivas e significativas. Algumas doeram, outras extasiaram e mais outras me encheram de medo e expectativas. E de novo, cada uma das mudanças foi importante.

Onze

Sem todas elas, não estaria aqui hoje contando para vocês que estou saindo da casa dos meus pais para morar com o namorado. Aquele com quem estou há apenas dois anos, mas está na minha vida há sete – e tenho certeza que nunca sairá, seja lá o que aconteça. Um amigo, um companheiro, um amante, um pilar. É exatamente isso: um companheiro. Namorados posso encontrar aos montes, em qualquer esquina, mas um companheiro – alguém disposto a apoiar minhas decisões, me incentivar, dar broncas necessárias e inspiração – é algo totalmente diferente.

Estou muito feliz e empolgada, mas não consigo também me livrar daquela sensação de ansiedade misturada com medo. Não sei por onde começar a empacotar minhas coisas. Moro nesta casa que estou deixando para trás desde os seis anos, tempo demais para saber, assim quase do nada, como empacotar os acúmulos emocionais e memórias. Vai além do material – que também existe em uma quantidade considerável. Você pára e pensa: – Caramba, essa pode ser a última vez que chego em casa, dou oi pros meus pais e irmão, e vejo meu coelho pulando em minha direção. É uma sensação intensa.

Agora é respirar fundo e recomeçar. A vida tá bagunçada, tenho muito para absorver e fazer em um curto espaço de tempo, mas as mudanças são assim mesmo. Chegam quase inesperadas e batem na nossa bunda pra nos mexermos.

Mas óh: já tenho um sofá e uma cama, que chega na próxima segunda-feira. Posso recomeçar com conforto, pelo menos! xD

Through mountains high and valleys low, the ocean through the desert snow. We’ll say goodbye to the friends we know, this is our exodus ’04. Through traffic jams in Tokyo, new music on the radio. We’ll say goodbye to the world we know, this is our exodus ’04.

Querida Puiji

Você nem deve se lembrar de mim, mas amanhã faz três meses que nos conhecemos. Estava curtindo minha viagem em Chicago com o namorado e passeando por lugares lindos quando visitei sua casa pela primeira vez. Não imaginava que te encontraria por lá, foi tudo tão inusitado!

Ouso dizer que nosso encontro foi um dos mais felizes da minha vida. Aos dez anos ouvi falar em sua espécie pela primeira vez e já me apaixonei – sempre adorei baleias, obviamente que uma mini, gordinha e branca seria irresistível para uma criança.

Shedd Aquarium - Abbott Oceanarium

Quando descemos as escadas para sua casa, fiquei maravilhada com as enormes janelas externas dando vista para o Lago Michigan. Era água pra todo lado, tanto dentro quanto fora. Logo em seguida te ouvi me cumprimentando: uma sonorização aguda e aparentemente feliz. Mal pude controlar minha ansiedade, a vontade de sair correndo ao seu encontro feito uma criança quase me arrebatou – mas com meus vinte e tantos anos isso não pegaria muito bem, né?

Puiji @ Shedd Aquarium - Abbott Oceanarium

Shedd Aquarium - Abbott Oceanarium

Mais alguns passos, com a maior calma que minha ansiedade me permitia, e lá estava você: uma branquela brincalhona, cuspindo água nas pessoas e nadando com suas irmãs e seu bebezinho, Nunavik. E eu chorei copiosamente. Chorei e ri de alegria ao mesmo tempo, por estar onde nunca nem sonhei em estar. Não sei quanto tempo passei ali, mas sei que foram momentos extremamente felizes e satisfatórios.

Shedd Aquarium - Abbott Oceanarium

Puiji @ Shedd Aquarium - Abbott Oceanarium

Você foi uma das melhores lembranças que eu poderia ter na vida e me sinto honrada de tê-la conhecido, Puiji. Espero te reencontrar em breve e compartilhar mais algumas lágrimas e sorrisos sinceros, enquanto você passeia despreocupadamente entre águas geladas e outras gordinhas.

Ah sim, mande um beijo bem gostoso e gelado pra Miki, que está fazendo quatro aninhos hoje. Sinto muita saudade de todas vocês! :)

Chicago: centro, Skydeck e Millenium Park

Quase três meses depois da viagem tomei vergonha na cara pra mostrar algumas das quase 2.500 mil fotos que tirei em Chicago. Já falei que me apaixonei pela cidade, né? Talvez vocês entendam um pouco os motivos ao verem as fotos. Separei por dias/assuntos, pra facilitar e não deixar os posts tão pesados e cheios de informação. Vamos começar conhecendo o centro da cidade?

Chicago: Chicago River

Chicago River: famoso pelas águas tingidas de verde (com uma tinta orgânica que evapora após algumas horas) na celebração de St. Patrick. Ele corta boa parte da cidade e é um dos principais cartões postais.

Chicago: metrô elevado "The L"

Chicago: "The L" visto da rua

Metrô elevado: carinhosamente apelidado de “The L” pelos moradores, o elevado tem até uma página própria na interwebz. O sistema metroviário da cidade é tão extenso quanto confuso, são nove linhas e dezenas de estações. Boa parte das linhas e estações ficam nesse esquema elevado, dando uma visão incrível da cidade (e causando algumas sombras meio bizarras nas ruas também).

Chicago: centro

Chicago: casamento no centro!

Centro: a arquitetura é incrível e a energia da cidade também. Tivemos até a chance de presenciar a sessão de fotos de um casamento ao lado de uma das margens do Chicago River.

Chicago: Willis "Sears" Tower - Skydeck

Chicago: Sears "Willis" Tower, Skydeck

Chicago: Willis "Sears" Tower - Skydeck

Chicago - Skydeck no Willis "Sears" Tower

Willis “Sears” Tower: O segundo maior arranha-céu da América do Norte (só perde pra Torre CN no Canadá), Willis “Sears” Tower, tem 160 andares comerciais e fica localizado no coração empresarial de Chicago. O maior destaque da Sears Tower (seu nome oficial até julho de 2009, quando passou a se chamar Willis Tower) é o observatório Skydeck no último andar, a 412 metros de altura. Imensas janelas e uma varanda feita inteiramente de vidro dão uma visão ótima da cidade. Mesmo sabendo que a tal varanda é segura e foi feita com placas grossas de vidro, dá um frio na barriga absurdo colocar os pés ali – especialmente por fazermos isso com mais quatro ou cinco pessoas ao mesmo tempo. Mas todo medo vale a pela vista, pelas fotos e pela experiência!

Chicago: Millenium Park - Crown Fountain

Chicago - Cloud Gate

Chicago: Millenium Park - parte interna do "feijão"

Chicago: Millenium Park - Jay Pritzker Pavilion

Chicago: Millenium Park - BP Pedestrian Bridge

Millenium Park: Esqueça tudo o que vem à sua cabeça ao ler a palavra parque, pois o Millenium é um complexo enorme cheio de atrações interessantes projetadas por arquitetos renomados, como Frank Gehry e Thomas Beeby.

Aí nas fotos temos: Crown Fountain, duas torres de concreto com projeções de rostos humanos e cascatas de água; Cloud Gate, também conhecido como “o feijão”, é uma escultura refletiva feita por Anish Kapoor, inspirada em mercúrio líquido, que faz as vezes de uma Casa de Espelhos e distorce todas as imagens nele refletidas; Jay Pritzker Pavilion, um auditório ao ar livre projetado por Frank Gehry, onde acontecem shows, apresentações de orquestras e até atividades fitness; BP Pedestrian Bridge, a primeira ponte projetada por Gehry, que liga o Millenium Park ao lado leste de Chicago – além de ajudar a abafar o som da avenida Columbus Drive, que fica embaixo da ponte.

Gostaram de conhecer um pouco do centro de Chicago? Nos próximos posts vou mostrar o aquário, o Field Museum e mais algumas coisas interessantes. Espero que tenham gostado das fotos também, passo longe do profissionalismo fotográfico, mas tentei tirar fotos minimamente decentes e bonitinhas. xD