[6 on 6] Gezelligheid

Bastou um mês de folga do projeto para a pessoa distraída esquecer de postar no dia seis – e fui a única, olha que vergonha. Desculpa, meninas! Estamos de volta e com uma integrante nova: Ana, do blog This German Life, que vai compartilhar conosco sua visão linda de Fürth. Bem vinda, Ana! :)

O primeiro tema do Projeto 6 on 6 em 2016 atende pelo nome de conforto. Gezelligheid é uma palavra difícil de traduzir do holandês para alguns idiomas – mas não para Alemão e Norueguês, que também têm palavras embutidas do mesmo sentimento (Gemütlichkeit e koselig). Uma torta de maçã saindo do forno com uma colherada de chantilly fresco, um chocolate quente, tomar café na varanda em dias ensolarados, convidar os amigos para um jantar caseiro, ou até mesmo assistir Netflix embaixo das cobertas: tudo isso é gezellig.

Gezelligheid faz todo o sentido nos meses de inverno, quando os dias escuros sugam toda nossa energia; de repente nos pegamos acendendo velas na janela, preparando um chá com biscoitos, trazendo flores para dentro de casa e jogando mantas no sofá para nos sentirmos mais acolhidos e protegidos. É aquele calorzinho gostoso no coração, sabem?

Em meio à mudança e arrumação da casinha nova, admito que fui muito relapsa com as fotos deste mês. A maioria foi tirada em momentos espontâneos em casa, sem tanto esforço e planejamento prévio. Garanto que no próximo tema vou dar um pouco mais de amor e atenção. ♡

Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Gezelligheid Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Gezelligheid Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Gezelligheid Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Gezelligheid Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Gezelligheid Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Gezelligheid

Meu aconchego são meus gatinhos (faltou só o Thorin nas fotos) sendo fofos como só eles sabem, um capuccino gostoso com amigos durante um brunch em um de nossos cafés favoritos, plantas verdinhas pra alegrar os dias cinzentos, e uma xícara de chá em uma das minhas canecas favoritas (da Florence , por sinal<3).

Taís (Irlanda) | Lolla (Inglaterra) | Alê (Ucrânia) | Ana (Alemanha)

Inverno em Amsterdam

Oh, winter crush all of the things that I once loved… – Daughter

É verdade que a primavera já começou a desabrochar suas folhas e flores por aqui, mas as garrinhas do inverno ainda persistem. Faz uma semana que umas ventanias absurdas tomam conta da cidade, e foi em um desses dias que saí para visitar um dos meus museus favoritos e fotografar qualquer coisa pelas ruas.  Fiquei tão inspirada por Francesca Woodman e Awoiska van der Molen que acabei adorando todas as fotos tiradas nesse dia – e editadas com VSCO film (obrigada de novo, Kah <3) pra dar aquele drama extra.

It’s true spring is creeping closer, but winter still has its claws on everything we hold dear. Amsterdam has been really windy lately, and in one of those (grey and miserable) days I went out to my favourite museum and to shoot random stuff. Francesca Woodman and Awoiska van der Molen’s works inspired me so much that I ended up loving each single picture I’ve taken that day – edited with VSCO film for an extra punch. So I’ve got some lovely dead crap for you today.

Paula Abrahao | Inverno em Amsterdam
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Londres: uma ode a Camden Town

Em novembro do ano passado, pegamos duas mochilas e embarcamos em um voo low budget para Londres – teoricamente para assistir ao show de duas bandas que adoramos (Epica e Eluveitie), mas assim que sentamos as bundinhas no avião lembramos que os ingressos tinham ficado em casa. Estamos de parabéns! haha

Como já diz o ditado: tá no inferno, abraça o capeta. Deixamos o show pra lá (felizmente já vimos essas bandas ao vivo várias vezes) e tentamos aproveitar ao máximo nossas 50h na terra da rainha. Chegamos dois dias após os incidentes terroristas de Paris, então já na primeira noite vimos a London Eye iluminada com as cores francesas em solidariedade aos acontecimentos. Apesar de toda a tensão na mídia, não sentimos nada de diferente “no ar” nem tivemos dificuldades na imigração – mas chegamos via Stansted e não Heathrow, talvez isso tenha influenciado.

Foi nossa primeira visita à cidade, e em dois dias e meio não dá pra conhecer nem o centro de Londres direito. Não conseguimos ver nenhum museu, mas andamos bastante pelas principais ruas, visitamos Kings Cross e a Plataforma 9 ¾ (como bons fãs de Harry Potter), fomos à Harrods (o que levou uma tarde inteira, de tão grande que é), e descobrimos Camden Town, onde ficamos hospedados.

E o que falar de Camden Market, que ~mal conheço e já considero tanto~? A adolescente gótica que vive dentro de mim ficou louca com a quantidade de lojas (e pessoas) alternativas naquele lugar, só fiquei imaginando como teria sido incrível passar minha adolescência por ali com tanta história e influências. Nunca vi tantos coturnos, espartilhos, piercings, roupas steam punk, cyber, acessórios/arte alternativa e antiguidades juntos em um único espaço, que por sinal é gigantesco. No meio de tudo isso, várias barraquinhas e lojas de comidas de todos os tipos – de sorvete vegano e churros com dulce de leche a comida chinesa.

As ruas fora do mercado também estão cercadas por lojas alternativas, algumas franquias grandes (como Urban Outfitters) e várias opções de bares, pubs, baladas e restaurantes. Daria para passar uma semana inteira em Camden Town e ainda não ter visto tudo o que o bairro tem a oferecer. É um pouquinho longe do centro e requer uma viagem de metrô ou ônibus para chegar aos principais pontos turísticos, mas eu sem dúvidas me hospedaria na região de novo. Camden nos surpreendeu com alguns cafés e restaurantes deliciosos, com seus graffitis, suas personalidades, e ainda com um vinil do The Cure que eu tanto queria.

No fim, acabei tirando só duas ou três fotos no cento de Londres, OH WELL! Pretendemos voltar o mais breve possível para a cidade, ainda tem muuuuito o que ver, fazer e comer. Agora já pode colocar The Smiths pra acompanhar as fotos, e no fim do post tem dicas de onde fomos/ficamos/comemos. :D

Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town PaulaAbrahao_Londres33 Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town Paula Abrahao | Londres: uma ode a Camden Town

Onde ficar: nossa escolha foi o hotel Camden Lock, uma alternativa bem simples e barata próxima às estações de metrô Chalk Farm e Camden Town. Luxo passa bem longe do hotel, mas o atendimento foi extremamente simpático e gostamos da localização.

Onde comer: qualquer ponto do Wasabi, uma franquia de “fast food” japonês de preço acessível e com comida bem gostosa. Em Camden, fomos ao Haché para burguers, Yumchaa para um cházinho gostoso, Two Doors Down e The Bowery para café da manhã, e Cookies & Scream para um sanduíche de sorvete vegano que já está me dando saudade. Fizemos um chá da tarde no Harrods’ Tea Room e detestei o atendimento (muito arrogante), mas amei um pastry de framboesa do cardápio.

O que fazer: se perder no Camden Market, sem dúvidas. Quem é fã de Harry Potter e não tem tempo para fazer um dos tours, parar na estação Kings Cross para tirar uma foto na plataforma 9¾ é obrigatório (eles fazem fotos oficiais, mas essa no post foi o Shi quem tirou. Você pode ficar o tempo que quiser lá, a equipe é super atenciosa e entende a paixão dos fãs pela série). De lojas, fomos conferir de perto a Muji e Uniqlo – duas franquias japonesas, a maior Lush do mundo, a loja de departamento riquíssima Harrods. Também andamos pela Oxford, pegamos bastante o metrô e os double-deckers algumas vezes – sim, eu estava cantando Smiths mentalmente! hahah

Um ano em seriados, filmes e documentários

Falhei miseravelmente na minha meta literária para 2015 (li apenas 5 livros *fuén*), mas passei muitas horas em frente ao Netflix e PopcornTime vendo filmes, seriados e documentários diversos. Sempre acompanhei vários seriados ao mesmo tempo, mas no começo desse ano me bateu a vontade de registrar tudo o que eu assistia no Listography. Tenho certeza que esqueci de algumas coisas (o registro foi um pouco falho, haha), mas aqui está a pequena listinha de coisas que eu encarei assistir esse ano.

Meus favoritos estão em negrito, e super recomendo caso você ainda não tenha assistido. Dá pra imaginar quanto tempo de vida eu “gastei” só pelas 3x que assisti as 10 temporadas de Friends e as 9 temporadas de HIMYM inteiras, hahah #IregretNothing.

tvallday

gif raptado da Duds (Nick Miller <3)

Seriados

* Brooklyn Nine-Nine (s1 & s2)
* Lost Girl (s5)
* RuPaul’s Drag Race (s7)
* Gossip Girl
* How I Met Your Mother (tudo, 3x)
* Friends (tudo, 3x)
* That 70’s Show
* Vikings (s3)
* Salem (não terminei)
* Outlander (s2)
* Girls (s4)
* New Girl (s4)
* Unbreakable Kimmy
* Grey’s Anatomy (s12)
* Game of Thrones (s5)
* Orphan Black (s3)
* Orange is the New Black (s3)
* Chef’s Table
* The L Word (s1-3)
* My Mad Fat Diary (s3)
* Hjørdis
* Rita
* Frankie & Grace
* Wilfred
* Buffy the Vampire Slayer (s1-4)
* Angel (s1)
* Narcos
* Sense8
* Hit Record on TV
* Penny Dreadful
* Gilmore Girls (s1-s6)
* Jessica Jones
* Master of None
* American Horror Story Hotel
* Hannibal (s1 e s2)
* Daredevil (s1)

Filmes

* The Help
* The Hobbit – Battle of the Five Armies
* Celeste and Jesse Forever
* Chelsea Peretti: One of the Greats
* Fight Club
* The Reader
* Slumdog Millionaire
* Bride Wars
* KIll Bill
* Birdman
* Whiplash
* Amelie Poulain
* Frances Ha
* The Hunger Games
* The Hunger Games – Catching Fire
* The Hunger Games – The Mockingjay 1
* Mordecai (não terminei, não estava curtindo no dia)
* The Imitation Game (também não vi até o fim)
* Wild
* Horns
* Eleanor Rigby – Her
* The Devil’s Rejects
* Guardians of the Galaxy
* The Age of Adaline
* The Perks of Being a Wallflower (2x)
* Hedwig and the Angry Inch

Documentários

* Dance for me
* Beyond Clueless
* What Happened Miss Simone?
* Kurt Cobain: Montage of Heck
* Back in Time: a Back to the Future documentary
* Winter on Fire
* Iris
* Bill Cunningham New York
* Que Horas Ela Volta?

 

Quais desses você também assistiu em 2015? Já comecei o registro de 2016, inclusive, então pode deixar suas recomendações aí nos comentários pra engrossar minha lista. :)

Sobrevivi mais um ano

Tanto de vida quanto de Holanda! Nem acredito que já se passaram dois anos desde o meu primeiro aniversário-natal aqui; chegou tão rápido, mas ao mesmo tempo já me sinto tão familiarizada com a vida em Amsterdam. Foi um ano incrível, com muito mais socialização, descobertas e novas empreitadas pela cidade – que foram muito bem acolhidas e têm dado certo, yay!

É bastante assustador pensar que não estudei nada (oficialmente) de neerlandês/holandês esse ano, porém incrível perceber o quanto já consigo me comunicar com as pessoas com o pouco que sei, como já consigo ler e compreender – obviamente quando as pessoas falam devagar e sem usar um zilhão de gírias ou abreviações, hahah. Não fiz aulas, mas a vida se encarregou de me ajudar a treinar e não esquecer tanto o idioma.

Para encerrar esse segundo ano cheio de surpresas boas, mudamos recentemente e estamos adorando conhecer o bairro novo. Nunca tinha feito uma “mudança de verdade”, como é exaustivo, affe. Quando fomos morar juntos, eu e o Shi só tínhamos nossos poucos itens pessoais e zero móveis ou eletrônicos. Para vir para Amsterdam, vendemos tudo e trouxemos apenas o essencial. Já dessa vez, mudando dentro da mesma cidade, não foi tão fácil assim… como a gente acumula coisas pequenas, credo! Fiquei com vontade de desapegar ainda mais de itens materiais (ler o livro da Marie Kondo sobre organização ajudou um pouco nesse processo de “plmdds vamos jogar tudo isso fora”).

Estamos sem internet em casa até o dia 28/12, quando a operadora vem instalar tudo (espero eu!), por isso o sumiço momentâneo do blog. As responsabilidades da vida adulta e os compromissos de fim de ano também não ajudaram no processo, mas em alguns dias estou de volta com os posts que faltam sobre Estocolmo e também com posts sobre a mini viagem que fizemos a Londres. As tretas da vida em dezembro, elas estão loucas. Mas tudo voltará ao normal em breve.

E, por enquanto, só me resta dizer: boas festas, um ótimo começo de ano e muito, muuuuuito obrigada por me acompanharem por mais um ano inteiro. Reparei essa semana que o blog já completará seis anos. SEIS! Tudo bem que tô nessa interwebz há mais de quinze, mas nunca antes um blog meu durou tanto tempo… eis aí mais um sobrevivente de 2015. :D

Fijne feestdagen, allemaal!

Paula Abrahao | BLOG - Sobrevivi mais um ano
foto: marcela xavier

[6 on 6] Mooie Dingen

Luz e sol são luxo em Dezembro, mas nem por isso Amsterdam deixa de ser bonita. Os dias nublados, acinzentados e sombrios já são realidade, e a tendência é só piorar até o solstício de inverno (no dia 21). Mas focaremos nas coisas bonitas (mooie dingen) com o último tema do ano no Projeto 6 on 6, que por sinal só voltará agora em fevereiro/16 (vamos tirar um mês de folga).

Felizmente, os dias ainda não estavam tão escuros quando as fotos foram tiradas – entre o final de outubro (uma pequena trapaça aí, eu sei) e novembro. As pequenas coisas que bonitas que registrei foram…

01. Arya e flores //  02. dias nublados, porém bonitos // 03. jardins bem cuidados mesmo nos meses frios // 04. mais flores // 05. as últimas folhas nas árvores // 06. Anneke van Giersbergen (e Marcelia Bovio ao fundo), show do The Gentle Storm no P60 Amstelveen

Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas

E tem foto extra de um pôr do sol incrível na semana passada, potencialmente um dos últimos que veremos esse ano. Um pouco triste pensar nisso, mas pelo menos consegui registrar e posso voltar aqui pra olhar as nuvens coloridas todas as vezes que for atingida pelo winter blues nos próximos meses.

Mais beleza por aí: Taís (Irlanda) | Lolla (Inglaterra) | Alê (Ucrânia) | Loma (Coréia do Sul) | Ana Paula (Austrália)

Conhecendo Estocolmo

Entre sumiços mensais, menina Paula sobrevive. Não por falta de ideias, e sim de tempo, paciência e motivação. Mas eu sempre volto trazendo um zilhão de fotos e contando coisas que ninguém quer saber (#NobodyAskedYouPatrice). Então, oi de novo! :D

Outubro é um mês especial para mim, tem Halloween, geralmente é cheio de acontecimentos e coisas boas, e agora tem o outono para aumentar ainda mais o amor. Esse ano foi ainda mais incrível: fomos conhecer Estocolmo (Suécia) com minha melhor amiga e my person. Ficamos pouco tempo, então infelizmente não conseguimos ir para o interior – esperem por mim, florestas cheias de neve dos clipes da iamamiwhoami! haha

Felizmente, nós quatro (eu, Shi, amiga + marido) temos um perfil viajante muito parecido: não fazemos questão de bater cartão em todos os pontos turísticos, gostamos de andar, nos perder por aí sem pressa, provar a comida local, e visitar alguns museus e atrações que nos despertem mais interesse. Mesmo com um roteiro quase inexistente e zero pressa, foi muito cansativo. Estocolmo é imensa! A temperatura estava agradável, pelo menos, e demos sorte de não pegar nenhum dia de chuva.

O que fizemos questão de não perder – e repetir inúmeras vezes durante o dia – é a tradição do fika: uma pausa para tomar um café com bolo ou um docinho no meio da tarde. Teve muito cappuccino com kladdkaka, chokladeboll e cinnamon rolls. Também teve muitas almôndegas com geléia de lingonberry, e dessa vez não eram da Ikea. :P

Mas o ápice gastronômico da viagem, para mim, foi conseguir uma mesa em um tradicional restaurante viking chamado Aifur. Escondido em uma rua de Gamla Stan, a cidade velha de Estocolmo, o Aifur te leva de volta no tempo em todos os aspectos: a ambientação e decoração são de dar pulinhos de tanta emoção (foi o que eu fiz, desculpa! haha). Meu coração parou por uns segundos ao ver um cara com vestimentas tradicionais tocando viola de roda em um cantinho do salão – tem vídeo aqui.

Um garçom vem te buscar na porta, pergunta seu nome e país de origem e te apresenta para todos no salão, me senti a própria Jarl Ingstad chegando na festa! hahah. Dividimos uma mesa comunal com várias pessoas, todos sentados em bancos de madeira cobertos por peles de ovelha. E os talheres e copos? Queria jogar tudo dentro da bolsa e trazer pra casa! hahah

O lugar é caríssimo, então requer um pouco de planejamento, mas vale cada centavo. A comida é deliciosa e rústica, do jeito que esperamos de um lugar assim. Começamos os trabalhos com uma tábua frios e pães (in-crí-veis), e de prato principal pedi um salmão defumado com espinafre, molho bizantino (whatever that means) e uma espécie de arroz selvagem. Alguém pediu um cordeiro que estava maravilhoso e estou sonhando com ele até agora. As sobremesas decepcionaram um pouco, mas pelo menos pareciam legítimas. Tem o menu aqui, para quem quiser conhecer.

Paula Abrahao | BLOG - Outono em Estocolmo: Restaurante Aifur

O resto dos dias se dividiram entre visitar parques, andar por Gamla Stan e outros bairros, visitar o palácio de Drottningholm, e ir a dois museus: o do navio de guerra Vasa (também conhecido como “o maior flop na história sueca”) e uma exposição sobre vikings no Historiska – tirei um monte de fotos e ficaram ótimas, então aguardem posts em breve (prometo!).

Estocolmo é uma cidade beeeem bonita (e cara, viu?), o céu é uma coisa surreal. Quando a luz amarelada do pôr do sol se junta ao céu azul de fim de tarde, entendemos perfeitamente as cores da bandeira sueca [dê uma olhada na última foto do post]. A alegria de colocar mais um país na listinha de desejos realizados, ainda mais com pessoas que eu escolhi para me acompanharem nessa vida, foi imensa.

Se você me aguentou escrevendo até aqui, obrigada! Espero que você goste das fotos e consiga viajar um pouquinho junto comigo também. :)

Paula Abrahao | BLOG - Outono em Estocolmo
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[6 on 6] Nationale Kleuren

Um pouco atrasada com o Projeto 6 on 6 esse mês, mas ele finalmente chegou – seis dias depois do dia seis, só pra ser um pouco poética! haha. Em Novembro encaramos o desafio de fotografar as cores nacionais (nationale kleuren) de cada país no cotidiano, um tema nada fácil. Na bandeira, os Países Baixos são representados pelas cores vermelha, branca e azul, mas é o laranja que predomina quando pensamos em cor nacional.

A culpa é de Guilherme I de Orange (Willem van Oranje em neerlandês), fundador da Casa de Orange-Nassau. A primeira bandeira holandesa foi inspirada no brasão de Guilherme I e consistia em três faixas nas cores laranja, branca e azul, que foram a base para a atual bandeira. Dizem que o motivo para a mudança é que o laranja desbotava para um avermelhado estranho com o tempo, então resolveram colocar vermelho de uma vez por todas. Curiosidade: a Casa Orange-Nassau foi tão importante que influenciou até a cor da bandeira irlandesa – e só descobri isso graças ao post do 6 on 6 da Taís este mês, olha só!

Laranja é a cor oficial em qualquer celebração importante, como Dia do Rei, Copa do Mundo e jogos do time nacional (cujo apelido é – isso mesmo – Oranje!). Já em Amsterdam, é o vermelho e preto que predominam junto com três cruzes diagonais. Saí pela cidade em busca de um pouco de oranje, vermelho e azul em assuntos cotidianos, uma tarefa um pouco difícil fora das épocas tão especiais.

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louças Delft Blue, super tradicionais (e caras)

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Outras cores pelo mundo: Taís (Irlanda) | Lolla (Inglaterra) | Alê (Ucrânia) | Loma (Coréia do Sul) | Ana Paula (Austrália)