Ruivices

Lembro-me claramente de assistir A Pequena Sereia pela primeira vez aos 3 anos e ficar fascinada. Cantava “Parte do Seu Mundo” no balanço da escolinha e aproveitava todas as viagens à Ubatuba para deixar metade do meu corpo mergulhada no mar e fingir que eu era uma sereia.

Tinha duas Barbies da Ariel e cuidava dos cabelos delas melhor do que cuidava do meu próprio: lavava com shampoo e condicionador, escovava, fazia penteados (não que eu não fizesse essas coisas com o meu, mas definitivamente cuidava dos cabelos delas bem melhor! hahah).

Anos depois, descobri a Irlanda, a Gália, os Celtas e o ruivo alaranjado que roubou meu coração e desejei ter por muito tempo. Todo cabeleireiro que eu visitava dizia que jamais conseguiria atingir o tom laranja acobreado sem destruir meus fios ou sem descolorir. Todos eles. Até que finalmente eu descobri um colorista decente que fez mágica – sem destruir meus fios nem descolorir, que fique bem claro.

E foi assim que há dois anos eu virei ~ruiva. Os créditos são todos do mirabolante Rodrigo Castellari, carinhosamente apelidado de “O Rei das Ruivas”. Dá trabalho cuidar do cabelo, ter que retocar a cada 3 ou 4 semanas, hidratar constantemente, mas vale a pena. Por falta de tempo ($$$), passei 2012 inteiro refazendo a raiz em casa mesmo, mas periodicamente ia ao Digão para retocar toda a cor. A meta desse ano é voltar a fazer no salão com uma frequência maior, afinal a diferença na duração, desbotamento e até na vivacidade da cor são incomparáveis.

SoulMeetsBody | Ruivices

SoulMeetsBody | Ruivices

Se você queria mudar radicalmente e não sabia em quem confiar, já fica a dica do colorista em SP. ;)

The Hairdresser

Rua Jorge Tibiriça, 175  – Vila Mariana/SP
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Thorin, o gato anão

Era para ser um sábado qualquer, mas tínhamos um compromisso muito importante naquele 13 de janeiro: levar algumas doações para a Confraria dos Miados e Latidos, conhecer o Kirk-Sauron (um persa de olhos laranjas que foi resgatado em dezembro) e afofar os gatinhos esperando uma adoção. No fundo, eu e o Shiota sabíamos que não ficaria apenas nessa visitinha inocente.

Fomos recepcionados pelo Mateus, um humano muito simpático, e por dezenas de gatos bebês e adultos que estavam na sala do GQ da Confraria aqui em São Paulo. Sem cerimônias, entreguei as doações, deixei a bolsa em uma cadeira e sentei no chão para brincar com os gatinhos. Logo vimos o Kirk-Sauron (nosso carinhoso apelido para o gato com o olho laranja que tudo vê), mas ele ainda estava extremamente amedrontado e não quis muito papo. Tentamos contato com ele mais algumas vezes, mas acabamos desistindo… se ele viesse pra casa, provavelmente seria o submisso e apanharia dos nossos três gatos – especialmente da Arya, a rainha do castelo que quer tudo do seu jeito.

Mas a dúvida durou pouco: em dez minutos, tinha seis gatos bebês em meu colo e mais alguns ao redor, se esfregando em meus braços e pedindo por carinho. Meu coração era um mistura incompreensível de felicidade e dor por estar ali com todas aquelas pequenas almas carinhosas e sedentas por amor, mas não poder trazer todas pra casa junto comigo.

Mother of Kittens

 

Foi em meio a todos esses peludinhos que nós o vimos: Royce Gracie, um filhote sapeca, brincalhão e ridiculamente carinhoso. Ele pulou no meu colo ronronando e começou a me afofar inteira – meu rosto, meus peitos, meu nariz, minha barriga… era amor demais! Alguns minutos depois e a gente já sabia que teria que levá-lo pra casa.

E foi assim que, no dia seguinte, Royce Gracie virou Thorin Oakenshield, nosso gato anão – mas por pouco tempo, pois parece que ele ficará grande e peludíssimo. O Mateus e a Vanessa, ambos protetores da Confraria, trouxeram o bebê pra nossa casa no dia 14 de janeiro, um domingo.

Thorin Oakenshield

 

 

A adaptação com nossos outros três foi a mais demorada até então, porém o Thorin tem um temperamento bastante confiante e estava acostumado a levar uns patadas educacionais dos gatos mais velhos na Confraria, então ele lidou muito bem com a hostilidade inicial. Depois de uma semana de rosnados, patadas, hisses e pelos espichados entre os quatro, finalmente rolou o amor e todos ficaram bem.

Winterfell nunca esteve tão completa e tão feliz, com Arya, Jamie, Lexie… e agora Thorin! ♥

Dois Miau e Treze

2012 foi exaustivo, complicado, intenso e cheio de provações, mas não posso dizer que foi ruim. Há alguns anos, conversando com uma amiga muito querida e bem espiritual, ela me disse que este seria um período de fechamento de ciclos, aprendizado e uma espécie de “limpeza cósmica”. E estava certíssima.

Para mim, foi um ano de perdas e ganhos. Perdi um familiar próximo, ganhei três filhos felinos, encontrei-me em uma profissão, conheci algumas pessoas novas, retomei uma amizade antiga muito querida, reforcei as amizades que realmente me fazem bem e que são verdadeiras, presenciei crises que foram superadas com muito amor, paciência e cuidado.

Também foi o primeiro ano morando com o namorado e, contrariando o que parece ser regra, foi uma fase deliciosa em nosso relacionamento, repleta de cumplicidade e momentos que nos fortaleceram como um casal. Claro que discutimos, brigamos, choramos… mas tudo fez parte de uma nova fase de conhecimento e respeito mútuo.

E antes que eu percebesse, já estamos praticamente no meio de fevereiro de 2013. Minhas metas e objetivos? A principal é continuar reservando minhas energias e melhores sorrisos para quem merece, tentando ao máximo abstrair sentimentos ruins e evitar situações de desconforto. Nos próximos meses, quero me cercar apenas de sentimentos e energias positivas, interesses genuínos. E que seja tudo maravilhoso para todos nós – mesmo nos momentos mais difíceis.

2012

1 ano de crazy cat lady

Foi no dia 14 de janeiro de 2012 que uma amigona veio de carro do Rio de Janeiro trazendo uma coisinha minúscula e toda esquisita no banco de trás. Naquele momento, apesar de estar extremamente empolgada e feliz com a ideia, não sabia o quanto minha vida iria mudar e ficar mais completa.

Arya, aquela frajolinha ínfima e serelepe, chegou dominando a casa como se já fosse dela desde que abriu os olhos enormes e esverdeados. A euforia desse momento foi tão grande que, algumas horas depois, corremos atrás de nosso segundo filho felino, Jamie, na casa de uma protetora.

Essa semana fez um ano que eles estão com a gente, e tem sido uma experiência maravilhosa. Os gatinhos chegaram para enriquecer nossa vida de maneiras que nem imaginávamos. Nada se compara a acordar com os bebês em cima da cama, cada um dormindo em seu cantinho habitual, ou voltar pra casa sabendo que vamos encontrar muito amor, miados, amassadas de pão e gatinhos queridos nos esperando à porta.

Sempre fui apaixonada por cachorros (e continuo, sim, gostando muito deles), mas hoje posso dizer com absoluta certeza que sou uma crazy cat lady – ou melhor: Mother Of Kittens. Àquela amiga que nos incentivou e dirigiu por 5h pra mudar nossas vidas pra sempre (e pra melhor), só tenho a agradecer, todos os dias e segundos. ♥

Um dia antes de completarmos um ano com os gatinhos, a família cresceu mais um pouco: de dois gatos em janeiro de 2012, agora temos quatro. Mas essa é uma história para outro post… ;)

 

Arya, Jamie, Lexie, Thorin

Visitando a Daiso Japan Brasil

No dia 22 de Dezembro de 2012 uma famosa rede de lojas japonesas, a Daiso Japan, abriu sua primeira filial no Brasil. Localizada na Rua Direita, pertinho do metrô Sé, a Daiso é um paraíso pra quem gosta de comprar quinquilharias pra casa, higiene, cuidados pessoais e escritório, entre outros. Tem escovas pra unhas e pés, giletes, pentes, caixas organizadoras, cestos, material de limpeza japonês, potinhos, utensílios pra cozinha, tintas acrílicas, pincéis, embalagens pra presentes, itens pra animais de estimação… praticamente tudo que você pode imaginar e um pouco mais.

Daiso Japan Brasil

Em meio a tanta informação, claro que há coisas super úteis e outras completamente desnecessárias – porém muito fofas! hahah. Inicialmente, qualquer produto da loja custa R$6 (na verdade é R$5,99 mas acho mega idiota esses centavos faltantes, então sempre arredondo), e algumas coisas valem MUITO a pena comprar. Outras nem tanto, mas já que estamos lá na loja, né? Enfim, vamos ao meu ~pequeno~ surto na Daiso hoje. Sim, hoje. O nível de ansiedade foi tanto que fui, fiz sacolada e já vim contar! :D

COZINHA

Daiso Japan Brasil

No andar de cima da loja ficam os utensílios para casa e cozinha, a parte onde mais me empolguei e queria levar tudo. Trouxe pra casa duas grades de grelha que usarei como “cooling rack” (vi por R$60 na Barra Doce, então ó esses dois já valeram toda a compra! hahahaha), um conjunto de potinhos para molho (shoyu, azeite, etc) com tampa de bichinhos *IDIE*, um pacote de paninhos para limpeza, uma caixa de saquinhos estilo ziploc estampados, conjunto de formas de alumínio para pão, copo medidor de alumínio, tesoura e um pincel para cozinha – que não saiu na foto, pois esqueci. Também trouxe um escorredor de arroz/macarrão pequeno, um conjunto de pá com escova e três pacotes de saco de lixo (só quem mora sozinho sabe como saco de lixo é um treco caro, viu), mas não achei necessário colocar na foto, né? rs

HIGIENE/CUIDADOS PESSOAIS

Daiso Japan Brasil

Toalhinha para banho é uma coisa que descobri há uns dois anos e não troco por nada, joguei todas as esponjas fora e só uso ela. É ótima para limpar as costas e ainda faz uma esfoliação suave na pele. Escovinha para unhas com apoio de ventosa (útil pra deixar colada na parede do box e esfoliar as cutículas durante o banho, coisa que faço umas 3 ou 4x por semana), caixinhas organizadoras de acrílico com fundo de póas vermelhos, roller de massagem para corpo (adios celulites) e para o rosto, cortador de unhas, pedra pomes com cabo (MUITO mais fácil pra usar), um pacote enorme de algodão em quadradinhos e uma caixinha de alumínio com grampos para cabelo marrom que vou colocar na bolsa.

OUTROS

Daiso Japan Brasil

Reforços para fichário (uso pra fazer manicure half-moon), leque e capinha para leque (pode me chamar de velha, mas pelo menos ficarei fresquinha dentro do transporte público nos dias de calor da namíbia que estão por vir), dois conjuntos de pincéis diferentes (outra coisa caríssima por aí, costuma custar uns R$7 CADA), tinta acrílica rosa (sou uma guei enrustida e você não pode me julgar) e um saquinho pra colocar os potinhos de marmita.

E foi apenas isso! Queria ter encontrado algumas outras coisas pra cozinha que estou precisando, mas muitos produtos esgotam super rápido. Como estava sozinha e de metrô, deixei pra ver outras coisas em uma segunda visita – com o namorado à tiracolo pra me ajudar a carregar as sacolas e escolher as coisas.

No geral gostei muito de toda a loja, estava super organizada e os atendentes foram solícitos. A maioria dos itens está mais cara em outras lojas, até mesmo na liberdade, e vi que muitos produtos são produzidos exclusivamente para a Daiso – era o que estava na embalagem, pelo menos!

Se você ainda tinha dúvidas se deveria ir ou não à Daiso, já tem minha benção. Vai, segura a emoção e aperta o cartão de crédito na carteira, te desafio a sair da loja sem um cacarequinho sequer.

Palavras que não existem

Pelo menos não na língua inglesa. Adoro descobrir termos e palavras novas para sentimentos e sensações que muitas vezes achamos ser indescritíveis, e essas vieram do tumblr Dead Poets Society (larmoyante), fonte de ótimas citações e curiosidades linguísticas.

  • Torschlusspanik (Alemão) – o medo das oportunidades diminuírem conforme crescemos; tradução literal: “pânico de portas fechando”.
  • Wabi-sabi (Japonês) – estilo de vida focado em encontrar a beleza nas imperfeições da vida, aceitando pacíficamente o ciclo natural de ascensão.
  • Dépaysement (Francês) – a sensação de não estar em seu país de origem.
  • Hyggelig (Dinamarquês) – caseiro, intimista, um momento ou coisa agradável.
  • L’appel du vide (Francês) – o impulso de pular de lugares altos; a tradução literal é “o chamado do vazio” (call of the void).
  • Ya’aburnee (Árabe) – “você me enterra”, uma declaração na esperança de que a pessoa que você mais ama morra antes de você, para não lidar com a dor da perda e a existência sem este outro alguém.
  • Duende (Espanhol) – o poder misterioso que um trabalho artístico tem em tocar profundamente uma pessoa.
  • Koev halev (Hebraico) – uma empatia tão grande com o sofrimento de alguém que você também sofre.

Ninguém me avisou

Que ser adulto era tão complicado na maioria das vezes. A gente sempre tem aquela visão romântica que “ser gente grande” é o maior barato, pois vamos ter nosso dinheiro, nossa liberdade, poderemos sair pra beber e voltar a hora que quisermos, ter todos os bichos de estimação que nossos pais nunca deixaram, e por aí vai.

Mas eu vou te contar uma coisa: morar com os pais e ser adulto não é necessariamente ser adulto. Ninguém me avisou que sair do ninho dá trabalho. Que cansa manter uma casa minimamente limpa, fazer a janta todos os dias, programar as compras da semana pra não ficar com a geladeira vazia, limpar a caixa de areia do gato.

Avisaram que morar em São Paulo era caro, mas ninguém avisou que além do aluguel/IPTU/condomínio eu teria gastos com vazamentos, entupimentos, canos quebrados e afins. São aquelas coisas que nosso pai sempre dá um jeito de arrumar e a gente nem lembra que existe. Também não me avisaram que eu precisava montar um cronograma de lavagem semanal de roupas, toalhas e lençóis – senão chega o fim de semana e tá tudo sujo, ou não dá tempo de secar.

Ninguém me avisou que morar no 1º andar era chato, nem como analisar o ângulo que o Sol bate nas paredes do apartamento para saber se ele seria muito frio. Também não me contaram que piso de cerâmica junta uma poeira danada e é super difícil de limpar – em partes, isso também é culpa do apartamento no 1º andar. De novo, ninguém falou nada.

Apesar de ninguém ter me avisado sobre essas coisas, também não sabia como é bom poder finalmente morar sozinha e cuidar da minha vida do meu jeito. Não tenho apego com coisas astrológicas, mas sou uma típica Capricorniana sistemática, isso devo admitir. A sensação de poder organizar tudo do meu jeito é maravilhosa.

Também não me avisaram como pode ser divertido morar com alguém. Ouvi vários “mas ainda não é cedo pra juntar os panos com o namorado?” e “tem certeza que é isso mesmo que você quer?”, mas quase ninguém falou que dividir completamente sua vida com alguém que te ama e você ama de volta é uma experiência incrível, que amadurece a alma e sua visão sobre o mundo. Quer mais? Também não falaram que dá trabalho ter dois gatos, mas absolutamente nada se compara a voltar pra casa à noite, depois de um longo dia de trabalho, e ter os dois pra apertar e deitar na cama com a gente.

Sabe, quase ninguém menciona essas coisas – e mesmo que falassem, tenho certeza que nosso cérebro faria questão de enfiar em um neurônio bem distante e esquecer. Então, a dica que eu deixo pra você que está lendo esse post-desabafo é: sim, ser adulto é uma merda. Cansa, gasta, exaure a alma muitas vezes. Mas sim, ser adulto também é uma delícia.

Na dúvida, se joga no mundo e divirta-se com as adultices.

Tá com medo? Se joga!

Valente

Nada de profecias Maia, olimpíadas ou a vitória do curíntia na libertadores (era isso? ah, sei lá). Tinha duas grandes expectativas para 2012, que eram a segunda temporada de Game of Thrones e o lançamento do primeiro conto de fadas da Pixar, o filme Brave.

Esse domingo fui assistir e achei lindo! Procurei não ler muitas resenhas para não estragar a surpresa do enredo, e foi uma boa decisão para me manter longe de opiniões externas. Tudo o que eu sabia era que Merida já tinha roubado meu coração há muito tempo com seu cabelinho ruivo rebelde.

A história me surpreendeu por não ser exatamente o que eu tinha imaginado. Na verdade, analisando friamente, a Merida nem é assim tão fodona quanto eu pensei – a estrela do filme e personagem realmente corajosa é sua mãe, a rainha Ellinor. De qualquer forma, a animação é impecável (certamente a mais bem feita da Pixar até o momento), a trilha sonora é um carinho para os ouvidos e a história consegue divertir a todos, mesmo que você não se apaixone pelo enredo ou pela personagem principal.

Tudo digno de um estúdio que criou um software apenas para animar individualmente todos os 1500 os cachos de sua heroína escocesa. ♥

E você, já assistiu também? Conta aqui nos comentários o que você achou! :)

Merida - por Paula Abrahao

Imagem feita por mim :P