Blijburg no inverno

Situada na ilha artificial de IJburg (leia “Éiburrrgh” – com catarradinha no final e tudo), a apenas 15 minutos da Centraal Station, fica uma prainha charmosa e com ar boêmio: Blijburg Aan Zee (“bléiburrrgh áan sei”).

blijburg2

Em uma atípica tarde ensolarada, encontrei com algumas amigas brasileiras (que também chegaram nos Países Baixos recentemente com suas famílias) e fomos passear e tirar fotos. O Sol fez o favor de se esconder quando chegamos lá (claro!), mas ainda assim conseguimos tirar umas fotos interessantes nas construções com pegada hindu.

Parece que durante o verão a praia é ocupada por grupos de pessoas fazendo luau na areia, bebendo cerveja ao redor da fogueira, e o restaurante volta à ativa – além de ter atividades culturais diversas. Assim que os dias estiverem mais longos e quentes, quero voltar pra fotografar de novo e, quem sabe, molhar o pé na água. :}

blijburg6 blijburg4 blijburg3 blijburg9

blijburg19 blijburg8 blijburg11 blijburg5 blijburg14blijburg18

Tem mais algumas fotos no meu Flickr, olha lá! ;)

 

Cabelo novo com Crazy Color

Menos de um mês depois de sair do cabelo ruivo para o azul, já mudei a cor de novo. O azul desbotou para um acinzentado-arroxeado senhorinha darktude que até estava bonito, mas começou a me irritar.

darkdiva-desbotadoAzul, cinza, loiro desbotado, turquesa…

Comprei dois tubos de Crazy Color, a primeira tinta fantasia que achei perto de casa (que por sinal é britânica), nas cores Capri Blue (azul cobalto) e Peacock Blue (azul esverdeado). Como eu queria chegar no turquesa, usei quase todo o tubinho da Peacock Blue e misturei só umas duas colheres de Capri Blue pra fazer volume e balancear o tom.

O resultado? Unicórnios roxos vomitando arco-íris de nyam cat na minha cabeça. \o/

darkdiva-turquoise

Quando o dia está bem claro fica essa coisa ~VRÁÁÁÁ IN YOUR FACE~ maravilhosa, mas na luz indireta fica mais discreto. Já lavei os fios 2x desde que pintei e desbotou pouco, então essa tinta parece promissora. Vamos acompanhar!

As minhas proporções são sempre muito aleatórias e eu tenho um olho péssimo para volume, então claro que a tinta acabou antes de eu conseguir pintar todo o cabelo e precisei fazer mais um pouco de mistura. O que aconteceu? Isso mesmo, algumas partes estão mais azuis e outras mais turquesa. Eu estou ligando? Não, estou achando incrível.

Aguilera-Happy

Percebi que meu cabelo está muito mais saudável agora do que quando eu estava ruiva, mesmo passando pelo processo de descoloração e sem ter feito nada de especial em questão de cuidado ou hidratação – o que não faz o menor sentido!

Minha teoria é a diferença na qualidade do ar e da água entre São Paulo e Amsterdam. Em SP eu lavava os fios dia-sim-dia-não, e aqui tenho conseguido segurar até quatro dias sem o cabelo aparentar ficar sujo – pontos para o ar menos poluído da cidade.

A água da torneira aqui é potável, então eu finalmente entendi aquela história dos salões caríssimos em SP que indicam enxaguar o cabelo com água mineral: faz toda a diferença lavar com água limpa de verdade. Sempre achei que isso era frescura de gente rica, mas meu cabelo nunca esteve tão saudável. Lembro que senti muita diferença na qualidade da água do chuveiro quando saí de Guarulhos para morar em SP, minha pele mudou bastante e parecia que nunca estava realmente limpa. É bizarro! Já ouvi falar em filtros para o chuveiro (se não me engano foi no Ruivices), se você se interessa pode ser uma boa procurar mais informações.

darkdiva-turquoise2

DarkDiva @ Oosterpark

Estou apaixonada pelo turquesa e acho que combinou mais comigo do que o azul cobalto que estava antes – que também amei, mas turquesa gente… turquesa é amor verdadeiro. ❤

Sobre mudar de país e recomeços

Em 2013, eu e o Shiota começamos a cogitar a ideia de mudar de país – e há algumas semanas esse plano se concretizou, quando viemos com os quatro gatinhos para Amsterdã.

Amsterdam - por Paula Abrahão

Nós dois adoramos viajar e sempre tivemos muita vontade de morar no exterior, viver uma cultura nova e expandir nosso conhecimento sobre o mundo. O plano era começar a procurar vagas de trabalho nos Estados Unidos e União Europeia somente em 2014, mas a vida não acontece exatamente como a gente planeja, né? No segundo semestre de 2013 surgiu uma oportunidade legal para o Shiota em Amsterdã e, depois de pensarmos um pouquinho, decidimos vir.

Uma série de fatores nos motivou a tomar essa decisão, mas os principais foram o sonho de morar fora e a estafa que ambos sentiam em morar/trabalhar em São Paulo. A violência, o caos na locomoção diária e a relação ‘mais custo que benefício’ da cidade foram fatores decisivos também.

Seria difícil não termos mais os familiares e amigos por perto, o conforto de um emprego que adoramos e a rotina já conhecida, mas escolhemos arriscar. Recomeçar do zero é difícil, especialmente em um país cuja cultura é totalmente oposta à nossa e o idioma é desconhecido.

Uma simples ida ao supermercado vira uma aventura, onde você olha cinco tipos de açúcar diferentes na prateleira e sabe que nenhum deles é o que você precisa para fazer um bolo; onde o meio de locomoção oficial é a bicicleta e você se vê prestando atenção na cor do asfalto pra saber se está andando na ciclovia ou não; onde os bondes dividem espaço com bikes, pedestres, scooters e motoristas, logo ali no centro da cidade – sim, todos juntos no meio da rua, é surreal.

É difícil se arriscar em um lugar desconhecido e longe de casa, mas não tenha dúvidas que será a experiência mais enriquecedora da sua vida – se você souber aproveitar, claro. Você pode achar a mudança dolorosa e criticar/comparar a cultura local com o que você conhece do Brasil, ou simplesmente aceitar que sua realidade mudou completamente e abraçar as mudanças.

O Shiota começou a trabalhar em Amsterdã em Novembro e eu fiquei em SP esperando o fim da quarentena dos gatos em nosso antigo apartamento. Passar mais de um mês sozinha foi chato, especialmente tendo que fazer toda a parte da mudança física da casa. Decidimos vender todos os móveis, separamos roupas para doar/vender/desapegar e anunciamos tudo na internet. Sem amarras!

Como viajaríamos com 4 gatos de uma vez, a ideia era levar o menor número de malas possível para não termos problema de locomoção do aeroporto para a casa. Trouxemos 4 malas no final – um número bom para quem está mudando de país, vai!

A mudança implicou em deixar meu trabalho em uma agência que eu adorava em São Paulo e encarar um tempo como “mãe de gatos” por aqui, enquanto não arrumo um emprego ou cursos para fazer. Parei de trabalhar no final de Novembro e ocupei todo o mês de Dezembro com assuntos pertinentes à mudança, então só agora estou realmente sentindo como é ficar sem trabalhar pela primeira vez em quase 10 anos.

Infelizmente cheguei no meio do inverno, uma época chatinha para passear e desbravar a cidade, Hoje, por exemplo, não para de chover e eu preciso sair de casa para comprar algumas coisas, mas estou sem a menor coragem. Já mencionei que durante o inverno começa a anoitecer às 16h30? Pois é, às vezes é complicado…

Confesso que ainda tenho a sensação de ser turista, apesar de já ser considerada oficialmente pelo governo holandês uma moradora. Não sei quando essa sensação vai passar, quando vou deixar de achar tudo incrível e me encantar com a arquitetura, o transporte público eficiente e a sagacidade dos holandeses andando de bike e carregando caixas 3x maiores que elas. Vamos acompanhar! :P

E você, tem vontade de mudar para algum lugar?

Amsterdam - por Paula Abrahão Amsterdam - por Paula Abrahão Amsterdam - por Paula Abrahão Amsterdam - por Paula Abrahão Amsterdam - por Paula Abrahão Amsterdam - por Paula Abrahão

Viajando com gatos para a União Europeia

Após decidirmos mudar de país, veio a maior preocupação de todas: e os gatos? Só de pensar em como seria a nossa vida sem eles os olhos encherem de lágrimas, o coração apertou e a gente teve certeza absoluta que não deixaríamos eles pra trás de jeito nenhum. Ou vai todo mundo, ou não vai ninguém. O post será imenso, então coloquei um checklist com o passo a passo no final do post para facilitar a vida de quem está se preparando para encarar essa aventura com bichinhos. Não deixe de ler também os comentários, pois muitas dúvidas já foram esclarecidas e novas questões abordadas neles. ;)

Veja o passo a passo de como viajar com gatos

Documentação e preparação

Feita a decisão de levar os quatro, começamos a pesquisar sobre a política de entrada de animais na União Europeia (UE), que é um pouco chatinha (acho que só perde pra Reino Unido, Japão e outras ilhas). Simplificando muito, é necessário: microchipar o animal, vacinar contra raiva, fazer um exame para confirmar que o animal tem anticorpos suficientes para raiva (30 dias após vacinar) e iniciar a quarentena de 3 meses após a sorologia, depois tirar a documentação. Exatamente nessa ordem. Não importa se o bichinho foi vacinado 1 mês antes de colocar o microchip, por exemplo; a data de colocação do microchip deve ser anterior à da vacinação.

Então já fica a primeira dica valiosa: se você estiver pensando em viajar com seus animais, a primeira coisa a fazer é colocar microchip.

Nesse processo todo para a UE, que dura em média quatro meses, há várias outras burocracias como garantir que o animal tenha um microchip padrão internacional e um certificado com adesivo do microchip + adesivo na carteira de vacinação, fazer a coleta do sangue e levar imediatamente até o laboratório autorizado pela UE para realizar a sorologia, obter um atestado veterinário comprovando que o animal está apto a viajar (que só vale por 3 dias após a emissão) e levar toda essa documentação (sorologia, carteira de vacinação, atestado e comprovante do microchip) até a VIGIAGRO para emitir o CVI – Certificado Veterinário Internacional – que é, basicamente, o documento mais importante da galáxia pra quem quer viajar com os pets. Ah, e o CVI é válido por dez dias após a emissão, então é emitir e viajar. Tenso, né?

É possível e muito mais barato fazer tudo por conta própria , mas há também empresas que oferecem um serviço de assessoria para quem vai viajar com seus bichinhos de estimação. Como eu e o Shiota ainda estávamos trabalhando e não teríamos muito tempo livre pra ficar correndo atrás dos detalhes, especialmente considerando que era uma mudança de país e estávamos focados em todas as burocracias da nossa permissão de residência, preferimos contratar uma assessoria de transporte de animais. Pesquisamos algumas na internet e chegamos na FlyingPet. O serviço de assessoria sai bem mais caro, especialmente pra quem tem múltiplos pets, mas eles dão todo o suporte necessário: foram até em casa para colocar o microchip e vacinar, checaram se as outras vacinas estavam em dia, fizeram análise clínica dos gatinhos (para o atestado), cuidaram da coleta do sangue, correram atrás de toda a papelada até emitir o CVI alguns dias antes da viagem e ainda deram suporte na hora de escolher as caixas de transporte (veja aqui as caixas de transporte), treinar os gatinhos para o voo e reservar o lugar dos gatos no avião.

Outra parte boa de contratar a assessoria: eles já sabem tudo o que precisa para a Vigiagro autorizar o CVI e todas as políticas de entrada de animais em países diversos, então os riscos de cair na malha fina burocrática desse processo diminuem muito. Eles também já sabem quais são as cias aéreas mais aptas para transportar os pets e suas políticas de transporte de animais – e se não souberem de algo específico, obviamente correm atrás dessas informações por você. Agora o governo brasileiro oferece passaporte para pets, mas esse passaporte não é válido para a Europa.

Como levar animais para a União Européia

Compramos duas caixas de transporte rígidas Vari Kennel da Petmate (veja aqui) para o porão e duas bolsas de transporte de material flexível (veja aqui) para a cabine. Durante a quarentena, deixamos as caixas e bolsas espalhadas pela casa para os gatinhos entrarem, dormirem e comerem dentro, assim iam se acostumando a ficar lá dentro. Para as caixas que seriam despachadas (ou seja: que não iriam conosco na cabine), compramos também dois bebedouros para roedores, que foram presos na grade da caixa (veja foto acima), assim eles teriam água disponível durante o voo. Embaixo dos bebedouros, também na grade, posicionamos os potinhos para alimento/água que já vieram com a caixa, para segurar qualquer respingo. Por segurança, antes do embarque colocamos duas abraçadeiras de nylon na grade das caixas, na parte superior e inferior, assim garantimos que a porta não abriria de jeito algum durante o voo.

» Sobre sedativos e calmantes

Os animais geralmente não podem ser sedados, mas a política de cada cia. aérea pode ser diferente. Com a pressurização da cabine e do porão, podem ocorrer mudanças na respiração do seu bichinho (como hiperventilação) que podem vir a comprometer o bem estar dele. Também é fundamental que os animais estejam alerta, prontos para reagirem caso seja necessário (uma turbulência mais forte pode sacudir um animal sedado ou dopado dentro da caixa de transporte, por exemplo). Em alguns casos é permitido dar um calmante leve só pra deixá-los mais tranquilos, mas sempre verifique esses detalhes com seu veterinário e com a cia. aérea escolhida antes de tomar qualquer decisão, pois algumas não permitem nem isso. Lembrando que raças com nariz achatado (persas, exotic shorthairs, pugs, bulldogs, etc) podem ter algumas restrições para voar, algumas vezes sendo até proibidas.

» Sobre limites de peso e animais por passageiro

Há um limite de peso do animal + bolsa de transporte para levá-los na cabine, que geralmente varia de 6 a 10kg. Caso ultrapasse esse limite estabelecido pela cia. aérea, o animal só pode viajar no porão (in hold). Quando viajamos (em dezembro de 2013), a KLM permitia cada passageiro levar até 3 animais no total (entre cabine e in hold). Há um limite físico de animais em cada voo tanto na cabine quanto no porão em todas as cias aéreas. Por isso é tão importante comprar a passagem e fazer a reserva dos pets com bastante antecedência, para garantir que ainda terá lugar no voo para todos.

» Sobre transporte como carga viva (manifest cargo)

Essa modalidade é usada quando o dono já está morando fora e/ou precisa despachar o animal totalmente desacompanhado – ou seja, sem um passageiro pagante no mesmo avião. Atenção: transporte via cargo é diferente de transporte in hold (leia acima). Infelizmente não sei exatamente como é o processo para envio como carga viva, só ouvi dizer que é muito mais caro e complexo, então é bom entrar em contato com um despachante aduaneiro ou uma assessoria para facilitar o processo. E, claro, não deixe de se informar com a cia aérea escolhida para saber se eles oferecem transporte de carga viva (sei que a KLM e a Lufthansa oferecem e são ótimas).

Reserva das passagens e check-in

Documentação em mãos, passagens compradas… chegou a segunda parte crucial: conseguir a reserva para quatro animais com a cia. aérea. Voamos de KLM, referência em cuidados e transporte com animais, mas ainda assim tivemos alguns desencontros de informação.

Reservamos dois pets na cabine e dois pets in hold (no porão), mas só foram confirmados os animais no porão e não os da cabine, sem motivo aparente. Entramos em contato e nos disseram que as dimensões da mochila de transporte estavam fora dos padrões (sendo que não estavam). Passamos a medida exata permitida e informada no site da KLM na época (30x40x20cm), e pelo telefone falaram que deveria ser 28x40x20cm.

Enviamos uma nova solicitação com as medidas do segundo padrão estipulado, e autorizaram algumas horas depois. Agora pensa que tudo isso aconteceu entre 5 e 1 dia antes da viagem, hahah *risos nervosos*. Sobre o tamanho da bolsa de transporte para a cabine: não tem problema ser alguns (poucos) centímetros maior do que o padrão exigido, eles dificilmente medem. É extremamente difícil encontrar bolsas de transporte nas medidas estabelecidas pelas cias. aéreas, a maioria ultrapassa entre 1 a 5 cm. Contanto que seja de material flexível e caiba embaixo do assento do avião, a chance de alguém querer checar o tamanho é mínima – você só precisa falar pelo telefone a medida exata que eles exigem, e essa informação pode ser encontrada no site da cia. aérea escolhida.

Os momentos mais tensos foram os da preparação até o voo. Gatos odeiam mudanças no ambiente e, se forem gatos de apartamento como os meus, odeiam ainda mais sair de casa. Eles foram miando o caminho inteiro, e o Thorin ainda hiperventilou algumas vezes, me deixando mega preocupada.

No guichê da KLM, mais um stress: fomos informados que a empresa só permite 1 animal por setor da cabine, então eu e o Shiota não poderíamos voar um ao lado do outro. Estressada do jeito que eu estava, a minha única reação possível nessa hora foi começar a chorar. O funcionário do balcão acabou ficando comovido e disse que essa regra era antiga, então ia conversar com o comandante do avião (!!!) para tentar autorizar viajarmos juntos. Não só conseguimos assentos juntos, como conseguimos as últimas poltronas do avião que tinham apenas dois lugares ao invés de três. Não poderia ter sido mais perfeito! /o/

Outro detalhe importante: passamos 1h no balcão do check-in para preparar os animais para o voo (etiquetar caixas de transporte com identificações e etc). Se você vai viajar com animais, CHEGUE CEDO. Escolhemos viajar dia 24/12 por ser um pouco mais tranquilo, mas ainda assim o voo estava lotado. Não pense duas vezes e chegue pelo menos 3h antes ao aeroporto com seus bichinhos. É ruim demais passar tanto tempo fora de casa com eles, mas é necessário.

O voo saía às 21h10 e o embarque começava 1h antes. Pediram pra levarmos os gatinhos que voariam no porão para o check-in 15 minutos antes da liberação do embarque, assim eles não precisariam passar muito tempo na pista esperando para embarcar – evitando mais stress com o barulho e movimentação. Mais um ponto positivo para a equipe atenciosa da KLM. :)

Durante o voo

Levamos no avião o Jamie, nosso gatinho amarelo mega assustado, e a Lexie, que adoeceu alguns meses antes da viagem. O desespero do Jamie foi tanto que ele fez xixi duas vezes, uma chegando ao aeroporto e outra durante o voo. Por isso é essencial forrar as bolsas e caixas de transporte com tapetes higiênicos.

As primeiras 3h foram as mais complicadas, pois eles estavam muito assustados ainda e queriam ficar saindo da bolsa. Depois eles se conformaram, deitaram e deram uma sossegada. Durante o voo, que durava 12h (doooooooze intermináveis horas) levei-os 3x ao banheiro para ver se os tapetes higiênicos precisavam de troca, e também pra deixar eles esticarem as patinhas um pouco.

Como levar animais para a União Européia

Em 12h de voo passamos por duas turbulências chatas, sendo que uma delas demorou quase 10 minutos e fez a Lexie vomitar. Fora que meu coração ficou na mão só de pensar nos meus outros dois pequenos que estavam no porão. :/ Eles quase não miavam, só quando ficavam muito irritados por não poder sair da bolsa, mas ninguém além de mim e do Shiota ouvia, aparentemente.

Preciso dizer também que as comissárias de bordo da KLM são incríveis. Todas foram muito atenciosas, cuidadosas e preocupadas. A responsável pelo nosso corredor ia toda hora checar se os gatinhos estavam bem, se precisávamos de algo e ainda aproveitava para fazer um carinho neles. Em um certo momento ela nos viu tentando dar água e comida e veio oferecer um copo de leite – eles não estão acostumados a tomar, mas deram algumas lambidas.

Não permitiram tirar os animais das bolsas de transporte (para eles não fugirem e se enfiarem em algum buraco), mas eles podem ficar com a cabeça para fora. Todas as comissárias do fundo do avião me viram levando os gatos ao banheiro (dentro das bolsas) e não falaram absolutamente nada. Escolher uma cia. aérea com equipe preparada para atender passageiros e seus animais, com respeito e carinho, é fundamental para sua viagem ser o mais tranquila possível. Se algum dia tiver que mudar de novo, não vou pensar duas vezes antes de escolher a KLM.

O que podemos concluir dessa parte da viagem então, meus amigos? É um inferno. Caso o voo seja longo, leve as bolsas de transporte até o banheiro (preferencialmente nos períodos de menos uso pelos passageiros) e veja se o seu bichinho quer sair para andar um pouquinho. Aproveite para fazer muito carinho e reafirmar que está tudo bem, eles precisam disso.

Chegada e adaptação

Ao chegarmos no aeroporto Schiphol em Amsterdam, a primeira preocupação era buscar a Arya e o Thorin no setor “odd-sized baggages”. Eu fiquei com Jamie e Lexie perto da esteira de bagagem, recolhendo nossas malas, enquanto o Shiota foi buscar os pequenos ali perto. Nem preciso falar que foram dez minutos agonizantes, né? Mil coisas passam pela nossa cabeça. Quase chorei de alívio quando ouvi os dois miando desesperadamente. Finalmente tinha acabado e estavam todos bem! ♡

Como levar animais para a União Européia

Tínhamos um taxi grande nos esperando na saída do aeroporto, que reservamos alguns dias antes da viagem, para facilitar o transporte dos gatinhos e não passar ainda mais tempo com eles na rua (e no frio!).

Fomos para casa, soltamos os quatro ao mesmo tempo no meio da sala e, surpreendendo nossas expectativas, a adaptação foi muito rápida. Imediatamente eles começaram a explorar a casa nova, com um pouco de receio, pedindo carinho toda hora e seguindo a gente em todos os cômodos. No primeiro dia o Thorinho chorou muito, de um jeito que nunca tínhamos ouvido. Ele ficava perto das malas e miava sofrido, como se quisesse dizer “que lugar é esse? vamos pra casa!“. Todos dormiram conosco nas primeiras noites (geralmente eles se espalham pela casa), e três dias depois eles já estavam mais confortáveis, correndo e brincando.

Como o arranhador e brinquedos deles estavam vindo com a mudança e ainda não tinham chegado em Amsterdam, no dia seguinte fui à uma loja especializada para gatos comprar algumas coisas para distraí-los. Aproveitei para comprar também um difusor de Feliway, um produto mágico que libera um análogo sintético do feromônio facial felino, ajudando os gatos a se sentirem mais confortáveis e relaxados. Especialmente útil para situações de muito stress (mudanças, pessoas em casa, visitas ao veterinário). Não estava acreditando muito no produto, mas deu pra sentir uma boa diferença no comportamento deles. Tem a versão em spray também, mas o difusor é uma boa se você quer familiarizar os gatos a algum ambiente novo, pois o cheirinho (que não é perceptível para o nariz humano) se espalha pela casa.

Deixamos o Feliway ligado por 5 dias, intercalando entre a sala e o quarto. Uma semana depois da chegada, parecia que nada tinha acontecido. Eles ficaram ainda mais carinhosos do que antes! Vê-los sentados no balcão da janela olhando passarinhos ou correndo pela sala nos fez ter certeza que a escolha, desde a mudança até trazê-los conosco, foi certa. Sinceramente? Sem a menor dúvida eu teria ficado muito deprimida e decepcionada comigo mesma se tivesse mudado sem as minhas quatro bolotas de pelo.

Kattenhuis
Thorin e Arya curtindo a janela da casa nova

Checklist – Passo a passo para viajar com animais para a União Europeia

  • Colocar o microchip subcutâneo padrão internacional (usamos Virbac);
  • Aplicar vacina anti-rábica depois da inserção do microchip (no mesmo dia ou nos dias seguintes, nunca antes do microchip);
  • Após 30 dias da vacinação, realizar coleta para o exame de sorologia para raiva e levar ao laboratário autorizado pelo país de destino (veja a lista aqui). O resultado leva em média 25 dias para ficar pronto;
  • Início da quarentena de 90 dias em casa, a partir da data da coleta de sangue para a sorologia;
  • Durante a quarentena, adquira as caixas de transporte adequadas e os tapetes higiênicos;
  • Ao término da quarentena, agendar a entrevista para concessão do CVI. Veja aqui onde emitir o CVI. Imprima e preencha os formulários necessários (Requerimento de Fiscalização para Animais de Companhia, Atestado de Saúde e qualquer outra documentação exigida pelo país de destino);
  • Até 3 dias antes da data agendada no aeroporto, volte ao seu veterinário e solicite um atestado de saúde (é válido apenas por três dias, então deve ser feito antes da consulta para o CVI). Atente às exigências sanitárias do país de destino para o preenchimento do atestado;
  • Na data agendada, vá ao posto do Ministério da Agricultura dentro do aeroporto com toda a documentação (carteira de vacinação, resultado da sorologia e atestado de saúde) para obter o CVI;
  • Viaje até 10 dias após a emissão do CVI, após esse período ele perde a validade.

Veja aqui a lista de laboratórios aprovados pela União Europeia. A lista muda com frequência, então não deixe de entrar em contato direto com os laboratórios para obter mais informações e confirmar se eles ainda estão cadastrados com a UE.

Quando começamos esse processo encontramos poucas informações atualizadas na internet (e 99% falando de cachorros, quase nenhum relato com gatos), então realmente é o assunto que eu mais queria abordar sobre a mudança. A maioria das informações aqui é válida para viagens com gatos e cachorros, mas é sempre bom verificar com antecedência a política de entrada de animais no país para onde você vai e também a política de transporte de animais com as companhias aéreas, pois cada uma tem suas regras.

Os comentários estão abertos caso tenham alguma dúvida – e tem muita informação legal que as pessoas foram deixando, não deixem de dar uma olhada. O post foi imenso, mas espero ter ajudado um pouco e esclarecido algumas dúvidas sobre a burocracia para viajar com animais. Se você leu até o final meu muito muito muito obrigada! Espero poder ter ajudado um pouquinho a manter algumas famílias completas. ❤

FlyingPet Assessoria de Viagem para Pets | site
Tel.: (11) 5531-4458 / (11) 96969-4155 [whatsapp também]
E-mails: contato@flyingpet.com.br / roberto@flyingpet.com.br

Vigiagro // Informações oficiais
Como levar seu cão ou gato para o exterior e como retornar com eles ao Brasil
Informações sobre o passaporte para cães e gatos
Lista de países que aceitam o Passaporte Brasileiro para Trânsito de Cães e Gatos
Viajando com animais para o Reino Unido, vídeo da Grazi

SaveSave

SaveSaveSaveSaveSaveSaveSaveSaveSaveSaveSaveSave

SaveSave

Tchau, ruivice!

Percebi que minhas mudanças capilares mais marcantes acompanharam momentos intensos da minha vida nos últimos anos. Em 2004 tentei ficar ruiva pela primeira vez, mas só consegui deixar o cabelo levemente avermelhado; entre 2007 e 2009 tive cabelo bicolor com metadinha vermelha, e em 2010 cheguei na desejada ruivice, que me acompanhou por três anos deliciosos – cheios de suas surpresas significativas também.

Prestes a mudar de país, não poderia ser diferente (mais sobre a mudança em breve!). Dei adeus aos queridos fios acobreados e entreguei mais uma vez o cabelinho nas mãos do Digão/Rodrigo Castellari para o procedimento mais radical de todos: saí do ruivo para o azul!

Foram longas 5h30 no salão para fazer tudo bonitinho, do jeito que deve ser. Eu tinha duas exigências: queria um azul mais fechado e raíz escura difusa, para não ter problemas com retoque. Descarregamos a cor até atingir um loiro amarelado (tarra maravilosaur #sqn), hidratamos, tingimos a raiz de um jeito que não ficasse aquela linha reta estranha, e depois aplicamos um azul lindão da Special Effects.

Eu poderia dizer que ficou exatamente do jeito que eu imaginei, mas sinceramente ficou bem melhor! O degradê entre preto e azul é suave e a cor ficou incrível, estou amando a mudança. Meu cabelo aguentou bem a descoloração e os danos desse processo foram mínimos, nada que cuidados básicos caseiros não resolvam. Foi um processo longo, mas valeu pela espera.

Alguns dias depois voltei lá pra retocar a franja e o Digão teve a brilhante idea de pintá-la de turquesa… ficou tão incrível que já decidi que esta será minha próxima cor. :D

DarkDiva - Cabelo Azul

DarkDiva - Cabelo Azul DarkDiva - Cabelo Azul

Para acompanhar a progressão da tintura conforme desbota, me segue no Instagram. ;)

How I Met My Husband

Desde o jardim de infância minhas melhores amigas eram japonesas, sempre tive um fascínio imenso pela cultura, música e hábitos do Japão. Então não era de se admirar que, na adolescência, tudo o que eu mais queria era um namoradinho nihonjin.

Sabendo dessa minha fixação, no comecinho de 2004 uma amiga me apresentou para um rapaz de sua faculdade, um japonês que também era fã de Evanescence como eu. Conversamos, conversamos muito, trocamos experiências pessoais, filosofamos sobre a vida, e eventualmente eu me apaixonei. Nos vimos pessoalmente pela primeira vez na Animefriends daquele ano, e lembro que estava tocando Dearest de Ayumi Hamasaki alguns minutos antes. Expressei meus sentimentos para ele naquele ano, mas ainda não era o momento certo e não ficamos juntos.

Eu namorei, ele namorou. Eu terminei, ele continuou namorando. Eu voltei com o ex, ele trocou de namorada. Quatro anos se passaram desde que conversamos pela primeira vez, e nossa amizade só se fortaleceu neste período. Até que, em Dezembro de 2008, os planetas se alinharam e estávamos ambos solteiros novamente.

Comecei a sair com a turma de amigos dele e a frequência de festas, encontros e passeios só aumentava. O que era apenas amizade foi se transformando em algo mais aos poucos, e em maio de 2009 nós finalmente ficamos. Mas ainda demorou para eu admitir que estava apaixonada e começarmos a namorar.

Entre os nove anos de amizade, hoje estamos completando quatro de namoro. Às vezes penso que adoraria estar com ele desde a primeira vez que nos vimos, mas cada segundo dos quase cinco anos de espera foram importantes para nos encontrarmos no momento certo, com a perspectiva certa. Somethings (and some people) are just meant to be. :)

Meu presente especial é simples, mas é de coração: compilei algumas músicas que fizeram parte desses 9 anos de aventuras juntos no maior estilo mixtape. Sei que agora eu tenho que te chamar de ~marido, não mais namorado, mas ainda tenho apego sentimental ao termo. ;P

And that, kids, is how I met my husband. ❤

Shi & Yuki

[8tracks width=”400″ height=”400″ playops=”” url=”http://8tracks.com/mixes/2332660″]

New York, New York

Foi preenchendo o formulário de registro de chegada/declaração de bens dentro do avião que eu finalmente entendi “New York, New York” de Sinatra: cidade e estado. Sim, até então eu jurava que era apenas uma repetição estilística para a música – < chaves > ai que burra dá zero pra ela! < / chaves >

A decisão de viajar foi na base do “nossas milhas estão expirando precisamos viajar então vamos, okay vamos“. E fomos. Alugamos uma kitnet de 30 metros quadrados super charmosa na Orchard Street, uma espécie de Rua Augusta nos anos 90, e foi uma experiência local deliciosa. Pela primeira vez resolvemos testar o aluguel através do airbnb e deu super certo, nenhum stress durante o processo.

Desembarcamos no dia 29 de março, e a sensação foi muito surreal: por um lado, parecia que eu já conhecia Nova York como a palma das minhas mãos; por outro, ficava fascinada com cada detalhe do desconhecido. A cidade é linda, cheia de coisas para ver, com a mesma proporção de pessoas comuns e peculiares, muitos lugares para descobrir e muitas coisas pra fazer.

Agora vamos parar mais um pouco para falar da Orchard Street: considerada o coração do Lower East Side, a rua está em uma ótima localização para quem procura uma experiência mais “real” e nativa da cidade, longe de pontos turísticos e da loucura do centro. Entre Chinatown e East Houston Street, a Orchard cobre oito quadras de restaurantes, pubs, bares, baladas underground, lojas de roupas, malas, retail e casacos – aliás, tivemos uma das experiências mais enriquecedoras da viagem apenas a alguns metros do apartamento, na loja onde compramos nossos casacos de lã pra não congelar no atípico frio da transição do inverno para a primavera. Mas essa história eu conto depois. E tem ~muita~ gente de várias nacionalidades e estilos passeando por lá o dia inteiro.

Como chegamos no começo da noite de sexta, só andamos um pouquinho pelo quarteirão e jantamos em um dos lugares mais icônicos de NY: Katz’s Deli. Mas isso eu também vou deixar pra falar em detalhes em outro post, sobre todos os lugares gostosos pra comer. Por enquanto, deixo vocês com algumas imagens desse primeiro dia na cidade que nunca dorme. :)

New YorkNew York

Manhattan vista da ponte de Williamsburg (beijos, Max Black!)

New York

Pela janela do apartamento

New York

O interior do apartamento: decoração bonitinha com direito a balanço/rede e um espelho de rococós!

New York

Amanhecendo :}

Game of Thrones – The Exhibition em Nova York

Dia 29 de março viajei para Nova York, e a viagem calhou com a abertura da exposição Game of Thrones na cidade. Hoje a expo desembarcou aqui em São Paulo, no Shopping JK Iguatemi, e fica até o dia 30. Cinco dias para ver mais mais de 70 artefatos utilizados durante as gravações da série, no segundo país com a maior base de fãs no mundo. Fora a burocracia  que impuseram para os interessados. Complicadíssimo!

A exposição em si é bem pequena, dá para ver todos os itens tranquilamente em uma hora e também tirar sua foto no Iron Throne. Ah, e sobre isso, funcionou da seguinte forma lá em Nova York: assim que você entrava no ambiente da exposição, era encaminhado para a fila da foto no trono e instruído a já ir tirando casacos, bolsas e pensar em sua pose. Quando chega sua vez, só dá tempo de sentar e fazer a pose, é coisa de cinco segundos. A produção do evento monta um micro estúdio com uma iluminação super bacana para tirar as fotos dos fãs, que são impressas na hora e também podem ser encaminhadas via redes sociais – tudo de graça! \o/

Enfim, como o esquema de entrada aqui no Brasil será bem diferente e dificultou a vida de boa parte dos fãs, acho válido mostrar um pouquinho os detalhes da exposição para quem não terá oportunidade de vê-la de perto – e também pra quem quer ter um gostinho do que  verá. Brace yourselves, awesomeness is coming!

Game of Thrones - The Exhibition NYC

(more…)