Posts sobre Música

[7 on 7] Muziek

Ué, mas não era Projeto 6 on 6? Pois bem, infelizmente perdemos a Rita (que representava Portugal) no grupo, mas ele acabou crescendo e virando Projeto 7 on 7. Estamos dando as boas vindas para duas queridas que recentemente se jogaram no mundo: a Loma Sernaiotto e Ana Paula Buzzo. Elas representarão, respectivamente, Coréia do Sul e Austrália. Incrível, né?

O tema de Julho é um dos meus favoritos até agora: Música (Muziek em neerlandês). O gosto musical nos Países Baixos é variado, mas em Amsterdam o pop, eletrônica e rock mainstream predominam. Heavy metal é coisa de caipira nesses lados – 98% (índice DataPaula) dos shows que eu adoro acontecem em cidades que fazem fronteira com a Alemanha e a Bélgica. O Nederpop, o pop local, também é bem forte e tem nomes fofos como Eefje de Visser e Roosbeef.

Música é uma coisa séria por aqui, muitas bandas e artistas locais são super reconhecidos ao redor do mundo: The Gathering, Epica, Stream of Passion, After Forever, MaYan, Delain, Within Temptation, The Gentle Storm, Aarjen van Lucassen, Ayreon, Armin van Buuren, Tiësto, Junkie XL, Afrojack, Anneke van Giersbergen, Vengaboys (SIM, aquele mesmo do we’re going to Ibiza! hahah), André Rieu e Eddie Van Halen são só alguns exemplos. Se você curte metal, tenho certeza que reconheceu vários nomes.

Boa parte das fotos foram tiradas na Concerto, uma loja de CDs/LPs/DVDs (e um dos meus lugares favoritos na cidade) que sempre traz bandas e artistas para fazerem pocket shows  no pequeno café acoplado.

Fiz uma playlist no Youtube (já aviso que o clipe da terceira música é NSFW) para quem quer conhecer um pouquinho das músicas que saem desse país minúsculo. Não deixe de me contar o que você achou caso ouça, okay? Estou curiosa pra saber as impressões! :D

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Veja um pouquinho da relação de outros países com a música: Taís (Irlanda) | Sarah (Noruega) | Lolla (Inglaterra) | Alê (Ucrânia) | Loma (Coréia do Sul) | Ana Paula (Austrália)

Vamos falar de Eurovision 2015?

Imagino que muita gente já ouviu falar em Eurovision Song Contest, especialmente ano passado com a vitória da maravilhosa drag austríaca Conchita Wurst. A 60a edição do concurso musical, que contou com a participação de 40 países, aconteceu neste fim de semana e pela primeira vez pude acompanhar ao vivo – antes só tinha visto alguns vídeos no Youtube.

E gente, que coisa incrível de tão brega! hahahah. É uma superprodução com telões, projeções, luzes, fogos, pessoas voando, máquina de vento… e uma politicagem explícita e absurda. Por ser noob nisso, não tinha certeza se tinha pegado direito a vibe de tudo, mas pesquisando sobre acabei vendo que é verdade: não é só mais um concurso musical. O Eurovision funciona também como uma vitrine para diversos países mostrarem sua cultura, sua mensagem e seu valor à União Européia e ao resto do mundo.

Isso se reflete na escolha das músicas de cada país (alguns optam por cantar em seu idioma, ao invés do Inglês), mas principalmente na hora da votação final – feita através de sms ou ligações pela população de cada nação. As alianças ficam super nítidas: formam-se grupos de países que se favorecem, e alguns votos de confiança (bálticos votam entre si, assim como os países nórdicos, por aí vai). E apesar da Rússia ter ficado em segundo lugar e a produção do evento ter tomado medidas de precaução contra vaias (especificamente para a apresentação russa, vejam bem), deu pra sentir uma tensão rolando.

Eurovision_Sweden Eurovision2015_Latvia Eurovision_Georgia

Os países vencedores são os anfitriões do evento no ano seguinte, então já dá pra imaginar o prestígio que isso traz – é como se fossem as Olimpíadas musicais. Tem toda uma agenda diplomática entre os embaixadores rolando ao fundo também, não é pouca coisa. Para ter uma ideia melhor sobre essa politicagem toda, recomendo a leitura desse artigo. Esse outro aqui fala sobre as possíveis mensagens políticas e sociais em cada letra.

Mas vamos falar da música? Vamooooos. Estava torcendo para quatro países: Georgia (Nina), Suécia (Måns), Latvia (Aminata, QUE VOZ!) e Bélgica (Löic). O mozão sueco foi o único classificado no top3, a competição estava acirrada entre Rússia e Itália – que, na minha opinião, tiveram apresentações super clichês e breguinhas.

Resumindo: achei bem incrível, podem me julgar! hahahah. Não fazia ideia de todos esses detalhes por trás do concurso, fiquei fascinada. A próxima edição será na Suécia e já quero muito ir assistir, ou pelo menos juntar algumas pessoas em casa para acompanhar.

Vocês já tinham ouvido falar no Eurovision? Quais foram seus números favoritos nessa edição?

TAG: Minha vida em 10 músicas

Fiquei louca por essa tag quando vi no blog da Celle, e qual foi a minha surpresa ao chegar no fim do post dela e ver meu nome lá, convidando pra fazer também? ❤ A brincadeira foi criada pela Bruna Vieira e a ideia é relacionar músicas a 10 momentos da sua vida. Não tem como não amar.

Uma música que te lembre um momento bom


“Our future has already been wasted by us alone / And we just let it happen and do not worry at all”
Foi difícil demais escolher uma música, mas vou com Sensorium (Epica) pois me lembra de muitos momentos bons. Lembra o segundo show que fui na vida, de quando comecei a usar o DarkDiva, da minha antiga banda, alguns amigos, todas as vezes que consegui encontrar/conversar com os integrantes da banda, todos os shows do Epica que já vi ao vivo e a alegria que eu senti quando soube que ia me mudar pra Amsterdam (a banda é holandesa!).

Uma música que defina a sua vida


“You don’t need to preach you don’t have to love me, all the time”
Que complexo, 100OR! Poderiam ser tantas (inclusive a mesma que a Celle escolheu, Shake it Off da Florence! haha), mas vou com Saturnine do The Gathering, uma música que eu amo há mais de uma década, e mais do que consigo explicar – e como criatura nascida e regida por Saturno, a melodia bate muito perto do meu coração. Esse vídeo, inclusive, é exatamente da primeira vez que ouvi essa música ao vivo pessoalmente, e nos últimos segundos dá até pra ver minha cabeça turquesa (4:40min no canto direito da tela, pra ser mais exata). Não fica melhor que isso. ♡

Uma música que te faz dançar na balada


Todas as (três?) baladas que eu fui nos últimos dois anos eram de música pop, então vamos com essa Rihanna linda em Where Have You Been. Mas vou trapacear e falar também This Charming Man (The Smiths), que eu considero simplesmente impossível de me manter parada assim que ela começa a tocar em qualquer lugar (balada, festa, rádio, parque… não importa).

Uma música que foi tema de algum relacionamento


“Trusting desire, starting to learn / Walking through fire without a burn”
Nada lembra mais o começo do meu relacionamento com o Shi do que RENT, especialmente I Should Tell You. Tem muito de nós dois em cada frase dessa letra. ❤

Uma música que sempre te faz chorar


“Then I heard your heart beating, you were in the darkness too
So I stayed in the darkness with you”

Não sei explicar o motivo, mas quanto mais eu presto atenção no ritmo e na letra de Cosmic Love, mais ela me comove. Perdi as contas de quantas vezes chorei ouvindo, sem nem precisar estar em um “dia ruim” ou qualquer coisa do tipo. Só de ouvir de novo para fazer o post, meus olhos encheram de lágrimas. What Sarah Said (Death Cab) e One Last Goodbye (Anathema) são as únicas outras duas músicas que tem esse poder.

Uma música que seria toque do seu celular


O tema de Grey’s Anatomy, Cosy in the Rocket (PSAPP),  que por sinal é mesmo o toque do meu celular há uns quatro anos. ^^

Uma música que você gostaria de tatuar


“There’s only now, there’s only here / Give in to love or live in fear
No other path, no other way / No day but today”

No Day But Today é uma das músicas mais lindas de RENT, e eu amo a sua mensagem. É triste e ao mesmo tempo passa esperança – especialmente sabendo o contexto dela no musical. Já faz anos que quero tatuar o título, mas ainda não tive oportunidade.

Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém


“It’s driven me before, it seems to have a vague haunting mass appeal”
Várias músicas me fazem querer estar perto de pessoas diferentes, mas a primeira que me veio à cabeça é Drive (Incubus), que ao mesmo tempo me faz lembrar do marido, da melhor amiga e de outros momentos especiais.

Uma música que você está viciada agora


“Days are hollow / Nights come to murder faith / I shut my eyes, I focus not to lose her sense”
Ouvi muitos artistas escandinavos ano passado, e nas últimas semanas não tenho conseguido parar de ouvir Hunting for Pearls (iamamiwhoami). Jonna Lee arrasa nos clipes do projeto também, são impecáveis.

Uma música que faz as pessoas lembrarem de você


Fiz uma enquete com os amigos e me surpreendi com as respostas: não foi nada do que eu esperava! hahahah. No final, a maioria disse Florence + the Machine (o que me deixou extremamente feliz), mas Bohemian Rhapsody e outras pérolas não ficaram muito atrás. Percebi que a maioria das músicas ditas estão associadas a momentos onde eu estava sendo ridícula, não me levando nada a sério e, consequentemente, me divertindo horrores com esses amigos, e achei tudo isso bem incrível.

Tentei não repetir bandas/cantores, mas não deu. SORRY BUT NOT SORRY! Vou intimar para responder também: Rê Vitrola, Vic (que por sinal tá fazendo um desafio de música super legal), BabsPaulo, Lolla, TaísRani e todos vocês vitoriosos que leram o post até o final. ;P

Novembro musical

Estava esperando tão ansiosa por Novembro que nem percebi ele chegando e já indo embora. Foi um mês glorioso no aspecto musical, em apenas duas semanas fomos a dois shows inesquecíveis e um que já virou tradição de família – se emendar com a última semana de Outubro, então foram quatro eventos memoráveis.

Vim compartilhar alguns vídeos desses momentos, vai que vocês gostam e se interessam também. :)

The Gathering – 25 Years of Diving Into the Unknown

Uma das minhas bandas holandesas favoritas celebrou seus vinte e cinco anos de existência em um show super especial, com a participação de quase todos os antigos membros – incluindo a amada Anneke van Giersbergen. Imaginava que iria me emocionar, mas fizeram questão de abrir a noite apenas com minha música favorita do TG (e uma das favoritas da vida). Nas primeiras notas eu já estava em lágrimas, é um dos shows que vão ficar marcados pra vida toda.

Musicals in Concert 2014

Sinceramente eu nem sei o que dizer sobre o MiC, de tão incrível que foi. É um dos eventos mais aguardados em Amsterdam todo o ano, e os ingressos esgotam em horas. Basicamente juntam vários artistas de teatro musical holandeses na melhor arena da cidade, cantando musicais famosos (em inglês e holandês), com backing vocals, banda e mini orquestra junto, e 17 mil pessoas acompanhando na plateia.

Teve Disney (Rei Leão, A Bela e a Fera, Aladdin, Tarzan), Fantasma da Ópera, Mamma Mia, Wicked, Frozen, Glee, várias outras montagens, fogos, uma “mini balada” pra encerrar, e também o maior karaokê que já participei na minha vida – cantando Queen, obviamente. Só vi tanta empolgação assim nos holandeses durante a Copa do Mundo e partidas do Ajax, o time local. Clica ali no vídeo pra ouvir minha Elphaba favorita – e tem mais três vídeos do Musicals in Concert no meu canal. ;)

Video Games Live

*pulem o vídeo para 1:15min, quando começa de fato a música  ^^*

O VGL é um projeto que pega música de games, guitarras, uma orquestra e um coral, joga tudo em cima do palco, e leva nerds à loucura ao redor do mundo inteiro. Fui em todas as edições em São Paulo desde 2009, e esse ano foi a primeira vez que Tommy Talarico trouxe o projeto para Amsterdam.

Já tínhamos ouvido praticamente todo o setlist em edições anteriores, e sentimos MUITA falta da platéia brasileira, extremamente fanfarrona e divertida, gritando antes, durante e depois de todas as músicas – além de gritar “leroooooooy jenkins” sempre que possível. Se não me engano a turnê 2014 passa pelo Brasil agora em dezembro, então se você gosta de música (d)e games, não perca a chance. E grite por mim, faz favor. :D

Tracks Halloween Edition

Esse foi no finalzinho de Outubro, uma apresentação especial de Halloween no Het Concertgebouw de Amsterdam com um quarteto de cordas. Três violinistas e uma violoncelista interpretaram músicas clássicas com uma pegada mais sombria, acompanhadas por efeitos visuais e por quatro menininhas vestidas exatamente iguais às moças do quarteto. Além de apresentar e ambientar a noite, contando algumas histórias inventadas sobre cada ato, as crianças ainda fizeram participação especial cantando bizarros “lalalalas” e gritando no meio das músicas. Creepy as fuck é a definição perfeita.

Para cantar no karaoke – ou no chuveiro!

Momento Ted Mosby do dia: você sabia que a palavra karaoke vem do japonês e significa “orquestra vazia”? *pausa dramática para você se surpreender com essa informação maravilhosa e esse significado profundo*

Amo música, e uma das minhas maiores frustrações nessa vida é não ser cantora-famosa/artista-de-teatro-musical, #truestory. Para a sorte dos residentes do planeta Terra, tudo o que me restou foi o chuveiro e um eventual karaoke entre amigos mesmo, preferencialmente em uma cabine particular porque eu morro de vergonha. Pode considerar este como seu dia de sorte! :D

Em Setembro o Rotaroots sugeriu que compartilhássemos nossa lista de músicas favoritas para essas ocasiões, então vamos lá. Faça o gargarejo, tome um gole de água, aperte o play e vem gritar comigo!

Bohemian Rhapsody [Queen] – Apenas a MELHOR música do universo pra juntar todos os amigos ao redor de microfones e cantar como se não houvesse amanhã. Ela é seguida por Somebody to Love, claro.

Total Eclipse of the Heart [Bonnie Tyler] – Essa obra prima, junto com Bohemian, foi e sempre será indispensável pra mim. Se não sou eu cantando, é alguma outra pessoa. O importante é estar lá, acompanhada de uma performance dramática, por favor.

SAKURA drops [Utada Hikaru] – Indispensável nos karaokes do bairro Liberdade, que costumam ter uma ótima seleção de músicas japonesas. Quase ninguém conhece, mas eu sempre cantava do mesmo jeito. :P~

Wannabe [Spice Girls] – Justificativas são completamente desnecessárias quando o assunto é Spice Girls. Próxima música!

Parte do seu Mundo [A Pequena Sereia] – Karaoke não é karaoke se não tiver pelo menos uma música Disney no repertório. Escolha sua favorita e seja maravilhosa/o cantando.

Rent [RENT] – Musicais, né! <3 Uma raridade que só encontrei em um karaoke de São Paulo, mas jamais esquecerei esse lindo dia.

Only Happy When it Rains [Gargabe] – Pra mostrar que seu coração não é feito só de Disney, Spice Girls e música cheesy dos anos 80. Tem que ter também uma dose de ruivice rebelde.

Gostou da minha seleção? Compartilha comigo também as suas músicas favoritas pra essa ocasião – é sempre bom aumentar nosso repertório. Aliás, ainda não fui ao karaoke aqui em Amsterdam… preciso ir! :D

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Sons da Escandinávia

Os países nórdicos não são feitos só de paisagens extraordinárias, Björk, Abba, Sigur Rós e extreme black metal. A região tem uma cena pop e eletrônica riquíssima, e recentemente descobri alguns artistas bem interessantes que não consigo mais parar de ouvir.  Tudo graças ao lindo do last.fm, que sempre tem uma indicação musical pertinente na manga. ♡

Selecionei cinco dos meus favoritos, mas no fim do post tem mais indicações para quem curtir synthpop/pop/eletrônica e quiser se aventurar pelos sons das terras geladas do norte.

MØ – Dinamarca

Paula Abrahao - Mø
Karen Marie “Mø” Ørsted já chamou minha atenção quando apareceu a caixinha de indicação do last.fm com esse nome esquisito, e nos primeiros dez segundos de “Don’t Wanna Dance” ela já tinha me conquistado. Baixei o álbum Mythologies to Follow na hora, e começou então uma linda relação monogâmica que durou dois meses (meu last.fm não mente: foram 300 plays nesse período). Em Novembro ela vem para Amsterdam, já comprei o ingresso e a ansiedade não cabe mais dentro de mim! Para ouvir: Slow Love, Mythologies to Follow, Dummy Head, Walk this Way.

Röyksopp – Noruega

Paula Abrahao - Röyksopp
Ouvi a música “What Else Is There” pela primeira vez em 2009, através de um post no blog de uma amiga muito querida, e me apaixonei. É um duo de música eletrônica que tem uma seleção impecável de cantores para cada álbum: Karin Dreijer (aka. Fever Ray), Robyn e Lykke Li são alguns exemplos famosos. Para ouvir: The Girl and the Robot, Happy Up Here, Do It Again. Na foto aí em cima eles estão com a Robyn, com quem eles sempre fazem ótimas parcerias.

Asbjørn – Dinamarca

Paula Abrahao - Asbjørn
Descobri o moço essa semana e já fiquei meio obcecada. Voz suave e gostosa, pra ficar o dia inteiro escutando (que foi justamente o que fiz esse fim de semana, inclusive) e dar uma dançadinha hipster no meio da sala. Para ouvir: The Criminal, The Love You Have in You (este clipe é óh <3), Strange Ears.

iamamiwhoami – Suécia

Paula Abrahao - iamamiwhoami
É um projeto musical e visual da sueca Jonna Lee, outra indicação linda que o last.fm me proporcionou. Música eletrônica ambient, aquela bem sossegada que faz a mente relaxar e viajar – é o efeito pra mim, pelo menos! hahah. Os vídeos do projeto são bem lindos, e a Jonna tem uma beleza muito peculiar, olho para ela e lembro de florestas e inverno (vai entender???).

GusGus – Islandia

SonsNordicos-GusGus
Em algum momento da minha vida apareceu o tumblr Icelandic Bands That Are Not Sigur Rós, e lá estava GusGus. O primeiro álbum que ouvi foi Arabian Horse, e lembro que me acompanhou em algumas (muitas) tardes de trabalho produzindo conteúdo. A banda tem quase 20 anos e acabou de lançar seu terceiro álbum completo, Mexico.

Fever Ray – Suécia

Paula Abrahao - Fever Ray
Menção honrosa, afinal a música “If I had a Heart” é nada mais nada menos do que a abertura do seriado Vikings, do History Channel (já assistiu?). Não consigo nem explicar o quão maravilhoso é esse projeto… as músicas evocam uma atmosfera sombria que me agrada muito. Para ouvir: Triangle Walks, Coconut.

Quer mais? Tem Robyn, Lykke Li, Ashbury Heights, Icona Pop (você certamente já ouviu essa música aqui), Elliphant e Peter Bjorn & John (sabe o tema de 2 Broke Girls e a música cheia de assobios?). Nesses dois links você encontra uma lista com outros nomes para conhecer.

Adoro descobrir novos artistas, então estou sempre aberta a novas indicações musicais. Depois me conta se você já conhecia alguma dessas bandas/artistas e se gostou! ;)

** Geograficamente falando, a Islândia não faz parte da região conhecida como Escandinávia, mas é considerada culturalmente.

CDs da minha vida

Desde pequena, música é um dos meus maiores prazeres. O interesse nasceu através dos meus pais, que estavam sempre ouvindo seus CDs e LPs favoritos no carro ou no sound system da sala, no volume mais alto, enquanto faziam suas coisas – um hábito que eu também puxei, não consigo fazer qualquer coisas sem ter uma trilha sonora acompanhando.

A paixão é tanta que um dos meus maiores sonhos de adolescente era ser cantora – que eu obviamente não consegui, mas até hoje gosto de fingir que sei cantar! xD

Tenho muitas memórias infantis que envolvem música, e foi uma delícia buscar essas referências dos últimos 20-e-poucos anos pra fazer o post. Foi difícil escolher os principais, mas os 12 álbuns que marcaram minha vida são esses. Aperta o play e vai lendo! ;)

The Carpenters – Only Yesterday

Destaque para as músicas “Sing” e “Please Mr Postman”, que eu amava. Esse era um dos LPs que minha mãe mais ouvia, fez parte de muitos momentos da minha infância.

The Beatles – Anthology

O único CD duplo que tinha em casa e eu adorava raptar da estante do meu pai, levar pro carro (parado na garagem, hahah) e ouvir “She Loves You” o mais alto possível. Nessa coletânea também tinha a versão em alemão, que adorava tanto quanto – e me divertia tentando entender e cantar.

Michael Jackson – Thriller

Um dos LPs favoritos da minha mãe, e um dos poucos que ela guardou até hoje, mesmo sem ter mais tocador de LP. Thriller e Bad foram trilha sonora de muitas tardes de faxina em casa na minha infância.

Mariah Carey – Number 1’s

Eis um CD que riscou em praticamente todas as faixas de tanto que minha mãe e eu ouvíamos. Lá pelos meus 13 anos, roubei de vez esse CD da minha mãe e passava H O R A S trancada no quarto ouvindo inteiro, tentando cantar igual à Mariah e fazendo performances para meus bichinhos de pelúcia segurando uma escova de cabelo na mão – já dá pra imaginar o quanto a vizinhança me odiava, né? :D

Disney

Eu era aquele pirralha que ia pra Ubatuba com a família no fim de semana e ficava brincando de “ser sereia”, cantando “Parte do Seu Mundo” e balançando o cabelo dentro da água, pedindo pra mãe tirar foto. Mas eu era feliz! :P Minhas trilhas favoritas (até hoje, hahahah) eram as da Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Aladdin, Pocahontas e Mulan. ♡

Spice Girls – Spiceworld

Capa rasgada, CD riscado e uma Paula que sempre subia na mesa de centro da sala pra dançar Spice Girls. Nunca tive o primeiro delas, Spice, então só me restava ouvir Spiceworld inúmeras vezes seguidas por dia até cansar. A febre Spice Girls era tanta que as amigas levavam o discman pra escola e passávamos o intervalo dançando as coreografias – inclusive a diretora chamou a gente pra se apresentar numa festa de final de ano! hahahah. Foi uma das primeiras bandas que instigaram um fangirling forte: eu tinha pasta de colagens, revistas, pôsteres, sabia todas as letras de cor e ainda colecionava os pirulitos e as figurinhas (alguém lembra disso?).

Backstreet Boys – Backstreet Boys

Dispensa apresentações, né? hahahah Eu era #TeamNick, aliás.

No Doubt – Tragic Kingdom

Mais um CD que roubei dos meus pais – e até hoje não sei como ele chegou em casa e se era do meu pai ou da minha mãe. A voz arranhada da Gwen Stefani também me acompanhou em muitas tardes depois do colégio, especialmente com “Don’t Speak”, “Just a Girl” e “Different People”.

Christina Aguilera – Stripped

Até hoje continua sendo meu álbum favorito dela, acho que deve ter só duas músicas que eu não gosto muito – além de ter sido o primeiro CD que eu comprei com minha mesada! Nem preciso falar nada de “Fighter” e “Can’t Hold Us Down”, né? Com certeza “CHUD” foi uma das primeiras músicas que me fizeram perceber o que é feminismo.

Evanescence – Fallen

Como toda boa adolescente revoltadinha que assistia MTV, me apaixonei por Evanescence assim que vi o clipe de “Bring Me To Life” pela primeira vez. Não posso negar que Evanescence foi uma banda importante pra mim, na fase chata dos 16/17 anos (e qual adolescência não é?) eu me identificava muito com as músicas da Amy Lee. O amor pela banda era tão grande na época que fiz parte do site oficial brasileiro e foi por lá que conheci muitos amigos que me acompanham até hoje. Foi também nessa fase que usei pela primeira vez o username @DarkDiva numa rede social, e nunca mais larguei. ♡

Epica – The Phantom Agony

Nunca vou esquecer o dia que um amigo passou uma música e falou “ouve essa banda nova que você vai gostar”. Ele acertou em cheio: há 10 anos, Epica é uma das minhas bandas favoritas, a única que eu fiz questão de ir em todos os shows no Brasil, e sem dúvidas foi decisivo para abrir meu gosto musical para outras vertentes do rock/metal. Em 2007 e 2008 eu até participei de uma banda cover, hahah. The Phantom Agony continua sendo um dos meus álbuns favoritos até hoje.

The Gathering – Home

De todos esses álbuns que escolhi, se tivesse recomendar apenas um para vocês ouvirem, é o “Home” do The Gathering. As músicas são deliciosas pra ouvir em absolutamente qualquer momento e têm uma continuidade impressionante, perfeitas pra ajudar a concentrar ou relaxar. Desde o lançamento, em 2006, está entre meus favoritos. E já falei sobre a ex-vocalista deles aqui no blog.

Achei que seria difícil encontrar 12 álbuns pra essa lista, mas me peguei pensando em quais deixaria de fora ou não. Claro que tem muitos outros que me marcaram nesses 27 anos, mas acho que essa seleção engloba bem as mudanças do meu gosto musical desde minha infância até agora.

E agora eu quero saber: quais são os seus CDs favoritos e quais desses que eu escolhi também fizeram parte da sua vida. ^^

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

O primeiro show na Holanda

Podem me chamar de ridícula, mas uma das primeiras coisas que passou na minha mente quando decidimos mudar pra Holanda, depois de “omg viagens mil”, foi “omg shows e festivais mil”.

BRBfeelings

Depois de me frustrar perdendo três shows e um festival por ingressos esgotados ou besteira minha, finalmente conseguimos ver uma apresentação da Anneke Van Giersbergen (você não quer saber como se pronuncia isso, acredite) em Amstelveen, uma cidade vizinha de Amsterdam.

Anneke é ex-vocalista do The Gathering, uma banda holandesa bastante conhecida (que IMHO tem um dos álbuns mais incríveis já feitos), dona de uma voz incrivelmente linda e de um carisma que magnetiza qualquer um que esteja ao seu redor. Depois de sair do The Gathering em 2007, ela se dedicou à um projeto chamado Agua de Annique, e atualmente está seguindo carreira solo – com umas músicas mega felizinhas, totalmente opostas ao que ela fazia antes, mas até que são bacanas.

Tive a oportunidade de vê-la se apresentando ao vivo com Danny Cavanagh, do Anathema, há alguns anos em São Paulo e foi, sem dúvidas, um dos shows mais bonitos e marcantes da minha vida – inclusive, ambos se apresentam novamente no Brasil em Maio!

Semana retrasada todos os sentimentos de “meldels que mulher incrível e fofa e simpática e carismática” voltaram quando ela estava a menos de 2 metros de distância de mim, cantando uma das músicas que marcou minha adolescência, e se apresentando do jeito único que só ela sabe. Foi também a primeira vez que consegui tirar fotos decentes de um show, então é mais um motivo para a data ficar registrada aqui no blog. ;)


Se vocês virem um cabelinho verde na frente dela, provavelmente sou eu.

Anneke van Giersbergen @ P60, Amstelveen

Anneke van Giersbergen @ P60, Amstelveen

Como se não fosse suficiente a emoção de ver um artista que você gosta tão de pertinho, ouvir uma das suas músicas favoritas na última década e tirar fotos bacanas para guardar de lembrança, ainda fui surpreendida no dia seguinte quando Anneke, a própria, viu minhas fotos e respondeu meu tweet:

É pra explodir meu coração de alegria e começar da melhor maneira possível a temporada de shows 2014! \o/  As fotos mais legais que tirei do show estão no meu Flickr – se até a Anneke achou as fotos bonitas, talvez vocês também gostem! ;D

Se você gosta de rock com uma pegada pop (e vice versa), recomendo ouvir os novos trabalhos da Anneke. E recomendo ainda mais ouvir o álbum Home, do The Gathering e os sons antigos da banda, com a voz encantadora dessa ruiva baixinha adorável. Depois me conta o que você achou – ou se você já conhecia!