Posts sobre Amsterdam

[6 on 6] Natuur

Falhas técnicas na vida me fizeram atrasar uns bons dias o post do Projeto 6 on 6 em maio: fazia tempo que a bateria do meu macbook estava dando sinais que precisava ser trocada, e demorei meses (talvez um ano) pra levar na assistência técnica. Adivinha quando inventei de fazer isso? Claro que na semana que deveria publicar o projeto. Não façam como eu, amiguinhos!

Atrasei, mas trouxe um monte de folhas verdes e canais comigo para mostrar um pouco da natuur de Amsterdam. Novamente não estava muito inspirada para fotografar e não amei o resultado, porém até que saiu melhor do que achei que sairia. Durante a primavera e verão, Amsterdam tem muito verde e dias lindos de Sol. A qualquer sinal de luz solar, todo mundo faz questão de sair na rua – se estiver quente o suficiente, picnics e churrascos em qualquer gramado livre são a ordem. Apesar de ser uma cidade bem metropolitana, Amsterdam tem muitos espaços verdes bem preservados mesmo nas áreas mais movimentadas.

Só acho tudo verde demais às vezes, sinto falta de ver plantas coloridas por aí (tulipas plantadas pela prefeitura não contam! :P). Fico super feliz quando passo por uma trepadeira de wisterias (ou glicínias) roxinhas, mas a cor e densidade delas não chega a ser intensa. A verdade é que depois de oito meses de frio e tempo miserável, estar cercada por um pouco de vida já me deixa extremamente feliz.

Paula Abrahao | 6 on 6 - NatuurPaula Abrahao | 6 on 6 - NatuurPaula Abrahao | 6 on 6 - Natuur

uma trepadeira de wisteria, bem tímida – mas bonita o suficiente pra me deixar feliz

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Veja também as outras fotos do projeto:
Taís (Irlanda), Lolla (Inglaterra), Alê (Ucrânia), Ana (Alemanha)

Cerejeiras em Amsterdam

Finalmente chegou a primavera em Amsterdam! O clima ainda não está aquela maravilha, mas já conseguimos sentir o calor e deixar os casacos pesados em casa – e isso pra mim já faz uma diferença absurda.

Há dois fins de semana aconteceu o festival das cerejeiras no Amsterdamse Bos, um parque gigantesco localizado ao sul da cidade. O parque é tão grande que levamos 1h pedalando até chegar e encontrar o local exato onde estavam as cerejeiras – em média levamos de 15 a 25min para atravessar boa parte da cidade, então só imagina o tamanho do lugar.

O sul de Amsterdam e a municipalidade de Amstelveen (olha lá os termos estranhos de novo) é onde se concentram os imigrantes japoneses, e em outubro de 2000 o governo japonês doou 400 cerejeiras de presente ao Japan Women’s Club de Amstelveen para celebrar os 400 anos de relacionamento entre o governo holandês e japonês. Estas árvores foram plantadas no Amsterdamse Bos, mas também dá para encontrar algumas nas ruas de Amstelveen e em outros parques em Amsterdam, como o Westerpark e Amstelpark.

As sakuras estavam em plena floração, o parque estava cheio e o dia estava bonito, uma combinação boa para fotos – e eu gosto pouco de tirar fotos de flores e pessoas aleatórias, né? xD Ficamos tão empolgados que levamos quase todas nossas lentes (105mm, 50mm e 35mm) e também a câmera analógica.

Descobri que as árvores com flores brancas são as mais jovens, que devem ter por volta de dez anos, e as de flores rosas são árvores antigas, o que me fez gostar ainda mais delas. :)

even the cherry tree, swaying in the wind, will eventually blossom [SAKURAドロップス]

Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
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Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam
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Paula Abrahao | Cerejeiras em Amsterdam

[6 on 6] Vervoer

Entre todas as mudanças que Amsterdam trouxe para minha vida, meu relacionamento com o transporte foi, sem dúvidas, uma das maiores e mais drásticas. De viajante passiva do transporte público paulistano (às vezes agressiva, se uma viagem nos trens da CPTM estava envolvida), passei a controlar meu próprio percurso através do uso constante da bicicleta. Nunca me imaginei ir pedalando para o trabalho, a escola, um bar, uma festa, e menos ainda para shows e salas de concerto – toda arrumadinha, de salto, maquiada… quem diria?

Bastam alguns minutos em solo holandês para entender a importância das bikes no cotidiano dos locais; faça sol, chuva, vento ou neve, lá estão os holandeses pedalando – com crianças penduradas em cada extremidade da bike, carregando coisas 3x maiores do que eles ou simplesmente com a cara grudada nos telefones (e sem as mãos no guidão).

Mas não só de bikes vive a cidade. O transporte público é muito eficiente e geralmente pontual (os alemães discordariam, mas pra quem vem de São Paulo, onde nunca se sabe quando um ônibus ou metrô vai passar, é a coisa mais maravilhosa do universo). Opções não faltam, tem ônibus, tram (bonde), metrô, trem e balsa. Já na parte de transporte particular, tem muitas scooters (que odeio, pois andam junto das bikes nas faixas e muitas vezes causam acidentes), além de opções de aluguel de carro nas ruas mesmo, sem depender de lojas.

Vervoer (“fêrfúêr” em transcrição tosca e livre, haha)  é o tema do mês de março no Projeto 6 on 6, e tentei mostrar para vocês alguns dos principais meios de locomoção da cidade, e alguns dos meus favoritos também.

Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Vervoer - Transporte Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Vervoer - Transporte Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Vervoer - Transporte Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Vervoer - Transporte Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Vervoer - Transporte Paula Abrahao | Projeto 6 on 6: Vervoer - Transporte

Bakfiets: coloque um caixote gigante na frente da sua bicicleta e *tcharam* você tem um carregador oficial de criancinhas e cachorros (às vezes de mudança também). Há vários modelos de bakfiets no mercado (a da foto nem é uma das mais tradicionais) e elas são vistas pela cidade toda, às vezes só com uma criança, às vezes com várias… tem até uma bakfiets específica das escolas primárias, que são elétricas e carregam umas 8 crianças de uma vez. É a típica bike familiar da Holanda. :)

Balsa: saindo na parte de trás da estação central, as balsas conectam Amsterdam à parte norte da cidade, Amsterdam Noord. Elas são totalmente gratuitas e funcionam praticamente o dia inteiro, carregando pessoas, bikes, scooters e até Cantas (carrinhos minúsculos e de velocidade reduzida para uso específico de idosos ou pessoas com algum tipo de deficiência física).

Barco: um dos melhores jeitos de conhecer Amsterdam é através dos canais, seja em um barco turístico com roteiro programado (como o da foto) ou alugando seu próprio barquinho e sair navegando por aí. Muitos holandeses têm barcos pequenos para usar nos canais de Amsterdam, mais por lazer do que praticidade.

Bikes: não dá para falar de transporte e não mostrá-las, né? Em todos os formatos, cores, tamanhos, com freio de pedal, mão ou roda livre, dobrável, omafiets, speed… tem absolutamente de tudo – e não é difícil encontrar um amontoado de bikes assim por aí.

Metrô e Trem: o metrô não é meu meio de transporte favorito aqui, prefiro mil vezes os trams ou ônibus a eles, mas ainda assim são eficientes e cobrem áreas mais distantes da cidade. Muitas estações de metrô funcionam também como estações de trem, tanto para outras cidades holandesas como para outros países. Não fotografei os vagões, mas lembrei dessa foto que adoro e tirei em uma tarde bem fria de inverno na estação RAI, esperando meu metrô de volta para a Centraal (é com dois “a” mesmo).

Trams: tão bonitinhos e tão sanguinários quando tem alguém no caminho deles (o condutor senta a mão na buzina sem dó alguma)! Depois das bikes, é meu transporte de escolha em Amsterdam. Eles te levam para todo o canto da cidade com conforto e um preço honesto, cobrado por distância percorrida. É tão raro conseguir ver um tram de cima que simplesmente não resisti quando olhei pela janela e vi essas engenhocas cheias de fios e cabos cruzando seus caminhos. :)

Outros transportes pelo mundo:

Irlanda (Taís) | Lolla (Inglaterra) | Alê (Kiev) | Ana (Alemanha)

Inverno em Amsterdam

Oh, winter crush all of the things that I once loved… – Daughter

É verdade que a primavera já começou a desabrochar suas folhas e flores por aqui, mas as garrinhas do inverno ainda persistem. Faz uma semana que umas ventanias absurdas tomam conta da cidade, e foi em um desses dias que saí para visitar um dos meus museus favoritos e fotografar qualquer coisa pelas ruas.  Fiquei tão inspirada por Francesca Woodman e Awoiska van der Molen que acabei adorando todas as fotos tiradas nesse dia – e editadas com VSCO film (obrigada de novo, Kah <3) pra dar aquele drama extra.

It’s true spring is creeping closer, but winter still has its claws on everything we hold dear. Amsterdam has been really windy lately, and in one of those (grey and miserable) days I went out to my favourite museum and to shoot random stuff. Francesca Woodman and Awoiska van der Molen’s works inspired me so much that I ended up loving each single picture I’ve taken that day – edited with VSCO film for an extra punch. So I’ve got some lovely dead crap for you today.

Paula Abrahao | Inverno em Amsterdam
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[6 on 6] Mooie Dingen

Luz e sol são luxo em Dezembro, mas nem por isso Amsterdam deixa de ser bonita. Os dias nublados, acinzentados e sombrios já são realidade, e a tendência é só piorar até o solstício de inverno (no dia 21). Mas focaremos nas coisas bonitas (mooie dingen) com o último tema do ano no Projeto 6 on 6, que por sinal só voltará agora em fevereiro/16 (vamos tirar um mês de folga).

Felizmente, os dias ainda não estavam tão escuros quando as fotos foram tiradas – entre o final de outubro (uma pequena trapaça aí, eu sei) e novembro. As pequenas coisas que bonitas que registrei foram…

01. Arya e flores //  02. dias nublados, porém bonitos // 03. jardins bem cuidados mesmo nos meses frios // 04. mais flores // 05. as últimas folhas nas árvores // 06. Anneke van Giersbergen (e Marcelia Bovio ao fundo), show do The Gentle Storm no P60 Amstelveen

Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas Paula Abrahao | 6 on 6: Mooie Dingen, coisas bonitas

E tem foto extra de um pôr do sol incrível na semana passada, potencialmente um dos últimos que veremos esse ano. Um pouco triste pensar nisso, mas pelo menos consegui registrar e posso voltar aqui pra olhar as nuvens coloridas todas as vezes que for atingida pelo winter blues nos próximos meses.

Mais beleza por aí: Taís (Irlanda) | Lolla (Inglaterra) | Alê (Ucrânia) | Loma (Coréia do Sul) | Ana Paula (Austrália)

[6 on 6] Nationale Kleuren

Um pouco atrasada com o Projeto 6 on 6 esse mês, mas ele finalmente chegou – seis dias depois do dia seis, só pra ser um pouco poética! haha. Em Novembro encaramos o desafio de fotografar as cores nacionais (nationale kleuren) de cada país no cotidiano, um tema nada fácil. Na bandeira, os Países Baixos são representados pelas cores vermelha, branca e azul, mas é o laranja que predomina quando pensamos em cor nacional.

A culpa é de Guilherme I de Orange (Willem van Oranje em neerlandês), fundador da Casa de Orange-Nassau. A primeira bandeira holandesa foi inspirada no brasão de Guilherme I e consistia em três faixas nas cores laranja, branca e azul, que foram a base para a atual bandeira. Dizem que o motivo para a mudança é que o laranja desbotava para um avermelhado estranho com o tempo, então resolveram colocar vermelho de uma vez por todas. Curiosidade: a Casa Orange-Nassau foi tão importante que influenciou até a cor da bandeira irlandesa – e só descobri isso graças ao post do 6 on 6 da Taís este mês, olha só!

Laranja é a cor oficial em qualquer celebração importante, como Dia do Rei, Copa do Mundo e jogos do time nacional (cujo apelido é – isso mesmo – Oranje!). Já em Amsterdam, é o vermelho e preto que predominam junto com três cruzes diagonais. Saí pela cidade em busca de um pouco de oranje, vermelho e azul em assuntos cotidianos, uma tarefa um pouco difícil fora das épocas tão especiais.

Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Nationale Kleuren Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Nationale Kleuren

Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Nationale Kleuren

louças Delft Blue, super tradicionais (e caras)

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Outras cores pelo mundo: Taís (Irlanda) | Lolla (Inglaterra) | Alê (Ucrânia) | Loma (Coréia do Sul) | Ana Paula (Austrália)

[6 on 6] Gevels

Mais uma edição linda do Projeto 6 on 6 chegando por aqui. Já vou começar traduzindo o título, afinal não é nada intuitivo dessa vez, né? Gevels é fachadas em holandês (pelo menos de acordo com o Google! haha), e este é nosso tema de Outubro.

Não foi fácil selecionar as fotos, essa cidadezinha velha tem muitos prédios e casas com fachadas maravilhosas, além das casas com floreiras (a maioria morta a essa altura do outono, mas vamos relevar) e das lojas diversas. Pedalei e andei por aí durante duas semanas para fazer as fotos desse post, e ainda acho que deixei muita coisa linda de fora. É sempre assim…

Já tinha mostrado um pouquinho das tradicionais fachadas holandesas nesse post passado do projeto, mas se você quiser saber mais a fundo sobre isso, clique aqui e apele para o google translate.

Taís (Irlanda) | Lolla (Inglaterra) | Alê (Ucrânia) | Loma (Coréia do Sul) | Ana Paula (Austrália)

Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Geuvels Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Geuvels Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Geuvels Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Geuvels

O Pathe Tuschinski e o Rialto são dois cinemas daqui com essas fachadas maravilhosas no estilo Art Nouveau e Deco. O primeiro é uma rede bem grande com várias localizações pela cidade, já o segundo é um cinema old school exibindo geralmente filmes que circulam fora do circuito hollywood. “Que horas ela volta”, por exemplo, está sendo exibido lá – e se você clicar na foto para vê-la maior, talvez consiga ler o nome na placa da entrada. ^^

Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Geuvels Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Geuvels

E vai ter foto extra, não resisti a essa fachada de ponta cabeça na Utrechtsestraat! hahah.

Paula Abrahao | BLOG - Projeto 6 on 6: Geuvels

 

[6 on 6] Eten & Drinken

Chegou o dia de um dos melhores temas possíveis para o Projeto 6 on 6: COMIDA (e bebidas – mas acabei não focando tanto nisso)! A cozinha tradicional holandesa não é muito referência em nada – mas o que ela perde em inovação, ganha em conforto em sensação de “casa”, sabem?

Um dia me falaram que existem só três tipos de preparo para os alimentos aqui nos Países Baixos: fritar, amassar ou cozinhar the hell out of something. Se eu não soubesse o quão atléticos e saudáveis os holandeses são, me perguntaria como eles conseguem se manter tão magros, já que tudo é carregado em carboidratos e as frituras imperam nos cardápios de petiscos de qualquer bar. 

Selecionei alguns clássicos holandeses, mas tem bastante variedade em Amsterdam. Estou atrasadinha com a publicação do post e acabei tirando todas as fotos hoje mesmo, então não ficaram exatamente do jeito que eu gostaria. Ainda assim, espero que vocês fiquem com vontade de provar algumas coisas. ;D

Outros sabores pelo mundo: Taís (Irlanda), Lolla (Inglaterra), Alê (Ucrânia), Loma (Coréia do Sul) e Ana Paula (Austrália).

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// Já começando com o clássico dos clássicos holandeses, um croquete direto da “vitrine de croquetes” do Febo. A casquinha crocante esconde uma massa com consistência de purê e recheio de carne (mas tem outros), e ele pode ser comido assim puro ou colocado em um pãozinho de hot dog com uma passadinha de mostarda em cima. YUMS!

// Nunca tomei tanta cerveja na vida quanto nesse país – e os holandeses não dispensam uma – então é bem justo entrar na lista. Essas IPAs aí são de uma cervejaria artesanal local, a famosa “cervejaria do moinho” Brouwerij ‘t IJ.

// O lanche que divide opiniões (dos estrangeiros, os dutchies AMAM): broodje haring!  O simpático pãozinho de hot dog (olha ele de novo) recebe um arenque (um tipo de peixe) inteiro cru, coberto com cebolas também cruas e fatias de picles. É daquelas coisas que não pode ficar olhando muito, caso contrário não come. É feinho, a textura não é pra todo mundo, mas acho uma delícia. Já dizia o sábio Pumba, que tudo manja dessa vida: viscoso, mas gostoso!

// Não é bonito, mas é comfort food e é gostoso: stamppot met andijvie en rookworst. Se você perguntar pra qualquer holandês qual é o prato típico dos Países Baixos, ele provavelmente vai rir e responder com essa frase aí em cima (sopa de ervilha é uma das possíveis respostas também, fique avisado). É isso mesmo que parece, um purê de batata com escarola misturada junto e um pedaço de linguiça defumada em cima. Amo, e sinceramente acho que faço um stamppot maravilhoso. :3

//Pera que tem mais carboidrato. E açúcar. E manteiga também! Poffertjes são pequenas nuvens enviadas diretamente do paraíso para flutuar em sua boca panquequinhas doces servidas puras (que em holandês significa “com manteiga e açúcar de confeiteiro polvilhado em cima”) ou com infinitas opções de coberturas. Essa é uma das minhas favoritas e é servida apenas durante o verão em um restaurante local: poffertjes com chantilly, sorvete de baunilha, morangos e raspas de chocolate belga.

// Não seria um post sobre comida holandesa se não tivesse stroopwafel, um “waffle” prensado, cortado ao meio e recheado com uma calda caramelada feita de acúcar mascavo, manteiga e canela. Na foto é a versão dos mercados, que a gente coloca em cima da xícara de chá para amolecer um pouquinho com o vapor, mas o stroopwafel fresco vendido nas feiras é infinitamente melhor.