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Tromsø, Noruega: Aurora Boreal

Chegou o post mais esperado da história desse blog! Ver a aurora boreal estava há anos na minha bucket list, e eu nunca consegui nem imaginar como seria presenciar o fenômeno ao vivo. Spoiler alert: foi tão insano que até agora, meses depois, eu acho que estava sonhando.

No primeiro post falei sobre nossa viagem para Tromsø, a charmosa cidadezinha no extremo norte da Noruega. Um dos objetivos principais da nossa viagem era tentar ver a tal da menina aurora, já que Tromsø é o melhor lugar para começar a caçada às luzes (e não se enganem com o termo: é realmente uma caçada).

A época que fomos, no final de janeiro, nem é a mais ideal para conseguir ver auroras na região, pois o clima costuma ser instável e o céu nem sempre está limpo o suficiente. Pelo que pesquisei e ouvi de amigos, entre setembro-novembro e fevereiro-março as chances são melhores.

Ver uma aurora boreal é praticamente ver um unicórnio da vida real. MUITOS detalhes precisam se alinhar: você precisa estar próximo ou acima do círculo polar ártico, em uma região o mais escura possível e sem poluição visual, o céu precisa estar limpo (sem nuvens) e a atividade solar precisa estar acima de um determinado nível. As duas primeiras coisas são fáceis, mas quem disse que dá pra prever ou controlar o restante? Por isso (e por não conhecermos bem a região), escolhemos não tentar vê-las sozinhos e reservamos excursões com duas empresas diferentes: GreenFox e Wandering Owl. Tromsø Safari também é uma empresa bem renomada e ótima para esses passeios.

Caça à Aurora, Tentativa 1 – A New Hope

Chegamos em Tromsø em uma sexta-feira e nossa primeira tentativa seria no domingo, com a GreenFox. No começo da tarde de sábado, enquanto passeávamos pelos fiordes, recebemos uma ligação do nosso guia avisando que a previsão para sábado estava melhor do que no domingo. Segundo ele, as chances de ver auroras no sábado seria melhor, então ele sugeriu mudarmos a data – e nós topamos, claro. O guia nos buscou no hotel com uma van, no comecinho da noite, e as primeiras horas foram apenas dirigindo.

É nesse momento que o termo “caça às auroras” começa a fazer sentido: todos os guias ficam em contato constante uns com os outros para saberem em quais regiões o céu está mais limpo e o clima está melhor, aumentando as chances de ver alguma coisa. O pico de atividade solar costuma ser por volta das 23h-24h (ou a partir desse horário), então passamos horas só dirigindo de um canto pra outro. O guia parava ao longo do caminho pra descer da van e olhar o céu, e chegou até a dirigir em direção à Finlândia pra tentar ver algo lá – mas, 30min antes de chegarmos, ele foi avisado que as condições não estavam boas e seguimos pra outro local (fiquei chateada, queria ter ido pra Finlândia de brinde! haha).

Quando encontramos um local adequado, ele estacionou a van e retiramos todos os equipamentos: os macacões termais (que nem usamos, pois não estava muito frio), tripés para as câmeras, lanternas, comidas, bebidas e peles de rena pra sentarmos no chão ao redor da fogueira que ele faria. Infelizmente, não vimos praticamente nada nessa noite. A previsão nos enganou; o céu estava muito fechado e, apesar de vermos uma luzinha esverdeada bem fraca no céu, as nuvens pesadas nos impediram de realmente ver qualquer atividade.

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Ainda assim, foi uma noite divertida: assamos linguiças na fogueira, tomamos chocolate quente e chá, conversamos horrores, rimos e ficamos defumando ao redor do fogo. Estar em um grupo de sete amigos que se conhecem muito bem fez toda a diferença, todos estavam com um bom ânimo mesmo com o prospecto de não ver nada. Com boas companhias, não existe tempo ruim! :)

Quando estávamos voltando pro hotel, já lá pelas 2am, o guia sugeriu fazermos o passeio de novo no dia seguinte – a data original que tínhamos escolhido. Acho que ele se sentiu um pouco culpado por sugerir a mudança da data, sendo que não vimos praticamente nada. Ele foi extremamente gentil em oferecer nos levar novamente por conta própria, independente da empresa e de qualquer pagamento extra. Eis que, no domingo, fizemos nossa segunda aventura de caçada às auroras!

Caça à Aurora, Tentativa 2 – The Aurora Strikes Back

O processo foi o mesmo: ele nos encontrou no hotel e passamos horas dirigindo até achar um lugar bom. Dessa vez, fomos pro meio de duas montanhas e passamos um tempinho lá – de novo fazendo fogueira, comendo linguiça com pão e esperando eternamente por algum sinal de luzes no céu. Não aguentava mais comer linguiça com pão a essa altura do campeonato! hahaha. As condições estavam um pouco melhores e conseguimos ver mais das luzes, especialmente quando saímos das montanhas e seguimos para uma praia. Começou a nevar e, segundo o guia, após a neve geralmente a chance de ver a aurora melhora – e ele estava certo! Dessa vez, ao invés de uma ‘corzinha’ menta no céu, conseguimos identificar alguns rastros de luz. E o céu? Nunca vi um céu tão incrível, cheio de estrelas. Mesmo sem ver aquela aurora boreal de fotografias, toda colorida e ‘dançante’, só de estar ali naquela praia, ouvindo o mar batendo das pedras e olhando o céu estrelado, cercada de pessoas queridas, foi sensacional.

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Esse pacote amarelo sou eu, em meu momento mais viking da vida: sentada em uma pedra no norte da Noruega, me esquentando ao lado da fogueira enquanto “chovia neve”, admirando o céu estrelado e ouvindo as ondas do mar quebrando.

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Caça à Aurora, Tentativa 3 – The Return of the Aurora

No terceiro dia, nosso tour foi com outra empresa (Wandering Owl). Dessa vez a van era maior e a excursão foi feita em mais pessoas, cerca de 14. Nós já sabíamos como as coisas funcionam e não prestamos tanta atenção nas explicações e no caminho, ficamos quietinhos na van esperando chegar na localização da noite.

Paramos em uma clareira gigante, um campo onde fazem separação de renas (mas não tinha renas lá, só um cheiro muito forte delas e alguns presentinhos espalhados). Montamos acampamento, fizeram a fogueira, pegamos os tripés e nos espalhamos para configurar tudo para a noite. Ficamos mais de uma hora só esperando e tivemos umas poucas luzes fracas aqui e ali, porém já melhores que nas noites anteriores. Parecia promissor!

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Depois do jantar ao redor da fogueira (eles forneceram sopa, pão e biscoitos, além de chá e chocolate quente), voltamos pros tripés e esperamos mais, e mais, e mais… até que as nuvens começaram a abrir, o céu ficou limpo e as luzes, do nada, começaram a ficar mais fortes. Até então eu admito que estava um pouco cética em enxergar qualquer coisa que se assemelhasse às fotos que sempre vemos por aí, mas parece que Tromsø decidiu nos dar esse presente de despedida: a atividade foi ficando cada vez mais intensa.

As luzes, que começaram fracas perto das montanhas, se espalharam intensamente no céu inteiro, bem acima das nossas cabeças. Elas dançavam de um lado para o outro, dando até para ver o rastro “mais alto” nos momentos de pico (na foto abaixo dá para entender um pouco isso da ‘luz alta’). A cor predominante era verde, mas vimos alguns rastros de magenta e uma luz branco-azulada em alguns momentos. A parte mais incrível, pra mim, foi realmente vê-las dançando no céu, parecia um véu se abrindo para um outro plano.

Paula Abrahao | Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Foi muito mágico, superou todas as minhas expectativas. Eu só conseguia ficar sentada no chão olhando para o céu de boca aberta. Escorreram umas lágrimas de emoção, mas qualquer outra reação foi simplesmente impossível. A natureza é uma coisa louca. Relembrando agora, parece até que foi um sonho e que nada disso aconteceu. Felizmente tínhamos configurado a câmera pra tirar várias fotos ao longo da noite, então não precisamos nos preocupar com nada – era só curtir o que estava acontecendo.

Queria poder explicar melhor como foi, mas é extremamente difícil. Foi uma das experiências mais emocionantes e surreais que eu já vivenciei, valeu cada segundo das três noites mal dormidas. Ainda quero voltar pra Tromsø pra tentar ver a aurora boreal de novo (já que agora estou longe demais pra ver uma aurora austral ao sul do planeta) e ter uma experiência mais “aventureira”, digamos (nós mesmos caçando com alguns amigos, sem excursões, e ficando mais tempo).

Fomos embora com a atividade em alta ainda, tanto que no caminho pra van todos tivemos que parar e ficar admirando o céu mais um pouco, simplesmente não dava pra entrar e ir embora.

No dia seguinte já tínhamos que voar de volta pra Amsterdam, mas aproveitamos a manhã para pegar o teleférico e visitar a montanha logo em frente ao centro de Tromsø. Fomos presenteados novamente pela natureza, dessa vez com uma tempestade de neve enquanto estávamos no topo da montanha. Mas essa história fica para o terceiro (e último) post sobre nossas aventuras em Tromsø.

Se você leu até o final: obrigada e parabéns pela coragem! hahah. Espero ter conseguido transportar você um pouquinho para essa experiência mágica de ver uma aurora boreal. :)

Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega Paula Abrahão | BLOG – Aurora Boreal em Tromsø, Noruega

Tromsø, Noruega: a cidade mais ao norte do mundo

Por onde começar esse post? Eu nem sei, sinceramente. Foi uma viagem tão intensa e cheia de momentos incríveis que fica difícil traduzir em palavras tudo o que senti.

Tromsø (a pronúncia é “trumsa”) é uma comuna ao norte da Noruega e é considerada a cidade mais ao norte do mundo com população acima de 50.000 pessoas (há vilas menores ainda mais ao norte, algumas com só duas pessoas!). É uma cidade universitária com muita gente jovem de todas as partes do mundo, e um dos melhores lugares no mundo para ver a aurora boreal (ou começar sua jornada para vê-las).

Fazia tempo que queria visitá-la, culpa de uma amiga que mora lá (sdds blog da Galantini), mas era um daqueles desejos que pareciam tão distantes e inalcançáveis que eu nem dava muita atenção. Até o dia que nos juntamos com outros cinco amigos e compramos as passagens de avião! #ShitGotReal. Passamos apenas quatro noites na cidade, mas enchemos a agenda de atividades. Reservamos três passeios guiados: um tour pelos fjords e uma caça à aurora com a Wandering Owl, e uma outra caça à aurora com a GreenFox. Demos azar e pegamos uma semana de clima estranho em Tromsø, com chuva e sem neve, estava até mais quente que em Amsterdam: 6C contra -7C. Imagina minha decepção depois de comprar tantas roupas térmicas para essa viagem…

Assim que chegamos, só demos uma voltinha na cidade e aproveitamos pra matar a saudade da nossa amiga (e conhecer os gatinhos lindos dela). Na manhã seguinte tínhamos agendado um passeio guiado pelos fjords e natureza local, o Arctic Landscapes pela Wandering Owl.

Encontramos nosso guia no Tromsø Visitors Center às 9:50, um moço polonês super simpático e cheio de energia chamado Tom. Embarcamos em uma van praticamente só pra gente (tinha mais um cara da Lituânia que se juntou ao nosso grupo, ele aparece em uma das fotos! haha) e partimos de Tromsø em direção a Tromvik, uma vila de pescadores. Paramos algumas vezes no meio do caminho para admirar a paisagem e tirar fotos; vimos renas sendo alimentadas por um senhor Sami (o povo indígena local), lagos imensos congelados e fjords.

Em uma dessas paradas, passamos um tempinho em Grøtfjordbtn para tomar chocolate quente com biscoitos e admirar a vista. Estava frio e ventando, mas a praia era linda – trouxe duas conchinhas de lembrança (perguntei antes se era okay tirá-las de lá, claro). Em todo o percurso, o Tom fez questão de explicar o máximo possível sobre os lugares, costumes locais e esclarecer nossas dúvidas. O destino final antes de retornar pra cidade era Ersfjordbotn: um istmo entre os fjords Ersfjorden e Kaldfjorden. É um lugar lindo, com água até perder de vista, passa uma tranquilidade imensa.

No passeio aprendi que os Sami são os donos de todas as renas de Tromsø, apesar delas andarem livremente, e somente eles podem tê-las. Antigamente, as famílias acompanhavam as renas para onde quer que elas fossem, mas hoje em dia os rastreadores facilitam a localização. São os Sami que alimentam, cuidam e decidem quais renas serão destinadas ao consumo. Fiquei com dó das reninhas fofas, mas no fim entendi que é um processo totalmente local e necessário, afinal não há muita variedade e a Noruega é bem estrita com importação de alimentos.

Também descobrimos que as tradicionais casas norueguesas, pintadas de vermelho com janelas brancas, são assim simplesmente por uma questão financeira: a tinta vermelha era a mais barata e mais fácil de encontrar. No fim, virou uma tradição. Falando em descobertas, vale saber que comida lá é bem cara: uma refeição simples em um restaurante pode facilmente sair €50. Os preços nos mercados locais (Kiwi, Coop e Spar) também são altos, e realmente não há uma grande variedade de alimentos disponíveis.

Tromsø é praticamente uma vila de tão pequena e não há muito o que fazer por lá. Queria ter ido visitar o Polar Museum, mas não deu tempo e acabamos indo apenas ao aquário: Polaria. Ele é minúsculo, só tem um tanque para quatro focas resgatadas e alguns outros aquários menores com ouriços, estrelas, caranguejos e afins.

Apesar de termos agendado só dois passeios para tentar ver as auroras, acabamos indo três noites seguidas – o que bagunçou um pouco nosso planejamento e nos deixou com menos pique durante o dia. Além de andar pela cidade (em 30min dá pra ver tudo!) e ir ao Polaria, aproveitamos o único dia de neve da nossa estadia para pegar o teleférico Fjellheisen até o topo da montanha Storsteinen, que fica bem em frente a Tromsø. Vou falar mais sobre ele em outro post, achei incrível e tiramos fotos ótimas lá!

Você provavelmente quer saber quando eu vou falar da aurora boreal, certo? Segura essa emoção. Farei um post dedicado somente às aventuras caçando as ororinhas, cheio de fotos e até com vídeo – mas se você me acompanha no Instagram, já sabe que demos muita sorte e conseguimos ver! E tem uma prévia no final do post. :)

Paula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, NoruegaPaula Abrahao | Tromsø, Noruega: ErsfjordbotnPaula Abrahao | Tromsø, Noruega: ErsfjordbotnPaula Abrahao | Tromsø, Noruega: Ersfjordbotn Paula Abrahao | Tromsø, Noruega Paula Abrahao | Tromsø, Noruega

Viena, Parte 2: Verão

Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena

Dois meses depois de conhecer Viena na primavera, eu e o Shi decidimos que voltaríamos para lá. Já era verão e foi muito interessante ver o quanto que a cidade mudou. Chegamos em um glorioso dia cuja temperatura era 35 °C – TRINTAEFUCKINGCINCO GRAUS. Para quem ainda não conheceu ou já esqueceu, vale lembrar que o pacote “verão europeu” não inclui ar-condicionado nos lugares e nem ventilador…

Por sorte, pegamos um hotel maravilhoso que tinha uma piscina na cobertura, o Grand Ferdinand, e foi lá mesmo onde passamos nosso primeiro dia em Viena. I regret nothing! O hotel, inclusive, era tão glorioso que até cogitei fazer um post só pra ele – bem estilo blogueira riquíssima que é convidada a viajar e ficar nos lugares (com a diferença que quem pagou a conta no final fui eu mesma, hahah). Tirando os restaurantes e cafés, fizemos um roteiro diferente dessa vez: andamos bastante pelo centro, vimos o Hofburg Palace, visitamos o Kunsthistorisches Museum (museu de história da arte) e o Haus der Musiek, um museu interativo do som, muito bizarro e divertido ao mesmo tempo. Dessa vez fomos ao Café Central provar os doces… os melhores docinhos que eu já comi na minha vida – e olha que eu não como poucos. Prometi a mim mesma que voltarei a Viena uma vez ao ano para saborear aqueles doces de novo, eles são gloriosos demais e valem todo esse esforço. Parece que fizemos pouca coisa, mas andamos bastante (as bolhas nos meus pés comprovaram isso logo no primeiro dia, fiz uma péssima escolha de sapatos para essa viagem) e seguimos nosso ritmo mais preguiçoso de verão. Não adianta, a gente sempre prefere o modo slow travel. Tentamos alugar bicicletas nos pontos oficiais pra passear pela cidade, já que há ciclovias nas ruas principais, mas precisava registrar com cartão de crédito e, como só temos um, não conseguimos. Uma pena!

Aliás, um adendo importante: como tem gente chique nessa cidade, tudo é cercado de uma pompa que me deixou até desnorteada às vezes. Eu ali, com meu vestidinho de pano chinês da H&M comprado lá na hora por necessidade, cercada por austríacas lindas parecendo modelos e austríacos tão mozões que me faziam querer arrancar os olhos das órbitas. A vida, ela não é justa.

Ambas visitas foram muito divertidas e pude experimentar Wien em duas ocasiões bem diferentes; agora quero ver no inverno também, coberta de neve, com direito a ópera, vinhos, igrejas e catacumbas e uma tarde inteira bebendo café e comendo docinhos!

Paula Abrahao | Blog: Viena, hotel Grand Ferdinand Paula Abrahao | Blog: Viena, hotel Grand Ferdinand Paula Abrahao | Blog: Viena, hotel Grand Ferdinand Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em VienaPaula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena Paula Abrahao | Blog: Verão em Viena

Viena Parte 1: Primavera

Viena nunca esteve nos meus planos imediatos de viagens, mas acabei visitando a cidade duas vezes no primeiro semestre do ano passado. Tive a sorte de conhecer Viena em duas estações: primavera, no fim de semana da Páscoa, e verão.

Tenho muitas fotos para mostrar, então vou separar em duas partes pra não cansar muito. Na primeira ocasião, fui encontrar uma amiga querida que estava de passagem e já conhecia muito bem a cidade, então fui guiada por ela nos pontos principais e não precisei me preocupar muito com o roteiro. Nunca tinha feito isso, então foi ótimo só acordar e ter alguém falando “hoje nós vamos nesse museu aqui”, sem precisar me preocupar com nada! :D

Fiquei pouco mais de 48h na cidade e foram muito bem aproveitadas. Vi Chagall no museu Albertina e Klimt no Belvedere, visitamos o Café Central – que já foi o principal ponto de encontro de Viena, com Freud, Trotsky, Lenin e até Hitler na lista de regulares da casa. Também provei a famosa Sacher Torte no lugar mais autêntico possível, o Sacher Café (aliás, a pronúncia desse nominho estranho é algo como “Sárrêr”). E já que estamos no tópico comida, vale citar o melhor schnitzel que comi na minha vida, no Plachuttas Gasthaus zur Oper. Fininho, crocante, sequinho… até salivei só de lembrar. Também deu tempo de visitar uma feirinha de Páscoa super fofa (comi um pretzel maior que minha cabeça lá), dar uma voltinha na roda-gigante Wiener Riesenrad no parque de diversões Prater e andar bastante pelo centro e pelo parque Volksgarten.

Aproveitei pra pegar carona na hospedagem da minha amiga, no Hotel Bristol. Era um hotel 4,5 estrelas extremamente chique, tinha até “turndown service” (quando as camareiras vão preparar a cama e o quarto para os hóspedes dormirem, nunca nem tinha visto isso! haha). Nem preciso dizer que me senti super deslocada, mas foi uma experiência divertida.

Quando voltei pra Amsterdam, mostrando as fotos pro marido e contando sobre todas as delícias que comi, decidimos que iríamos juntos para lá no mesmo ano – e fomos mesmo, dois meses depois. Mas essa fica pra parte 2 do post de Vienna… ;)

Vienna - Albertina Museum Vienna - Albertina Museum Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera Paula Abrahao | BLOG - Viena Parte 1: Primavera

72h em Berlin

Paula Abrahao | 72h em Berlin

Quem é vivo sempre aparece, e de preferência com fotos de Berlin pra mostrar! :D Comentei rapidamente sobre a viagem alguns posts atrás e prometi dar mais detalhes sobre essa cidade louca.

Engraçado que achei Berlin legal, mas pra mim não tinha sido tudo aquilo que todo mundo tanto fala. Porém, alguns meses meses depois da viagem, só consigo pensar em voltar pra conhecer mais. Doido isso, né? Não é um lugar que me encantou à primeira vista, mas definitivamente cresceu no meu coração desde então.

Queríamos visitar Berlin há um tempo, já que é perto e as passagens de trem saindo de Amsterdam são baratas (coisa de €30 por pessoa). Aproveitamos a desculpa de um show da nossa cantora favorita para passar um fim de semana prolongado. Fomos no final de abril; chegamos em uma sexta friorenta e voltamos na segunda pela manhã.

Paula Abrahao | 72h em Berlin

Tinha ouvido falar que Berlin é “a São Paulo que deu certo” e foi exatamente essa sensação que tive: a cidade é imensa, os bairros têm uma atmosfera bem diferente entre si, há pessoas de todos os tipos, nacionalidades e estilos pelas ruas, e aquela paisagem cinza e pesada em alguns locais; mas tudo isso é balanceado pela sensação de segurança e liberdade de expressão que Berlin passa.

Não tivemos muito tempo para ver tudo o que gostaríamos, então nem focamos tanto em visitar museus, por exemplo. Preferimos nos perder por aí, visitar o famoso muro (que ficava na frente do nosso hotel) e alguns bairros, e descobrir cafés e restaurantes diferentes. Nos hospedamos em um hotel bem simples na estação Ostbahnhof (chamado InterCity), um pouquinho longe dos pontos de interesse principais, mas o preço era bom e o hotel oferecia um passe de transporte gratuito, o que nos ajudou muito – fora a conveniência de voltar tarde e ainda ter uns quiosques de comida abertos na estação.

De lugares legais pra comer que visitamos, recomendo muito Happy Baristas, Brammibal’s Donuts e Shiso Burger. O Happy Baristas (Neue Bahnhofstraße 32) é um café ultra hipster focado em cafés europeus, Brammibal’s Donuts (Maybachufer 8) é uma confeitaria de donuts veganos deliciosos, e o Shiso Burger (Auguststraße 29) é uma hamburgueria bem gostosa com um toque asiático.

Paula Abrahao | 72h em Berlin

Tivemos também uma experiência exótica, digamos, em um restaurante minúsculo em Kreuzberg. Depois de uma visita à The Record Loft, estávamos com muita fome e sem muita ideia de onde ir. Passamos na frente de um restaurante com uma fachada peculiar, o Schnitzel Join&Bar, e decidimos nos aventurar. Subimos a escadinha pro restaurante e demos de cara com a dona, que estava voltando do mercado pois a salada tinha acabado (!). Ela efusivamente nos convidou a sentar e olhar o menu. Explicou tudo, sugeriu o schnitzel tradicional e acompanhamento, e fez questão de falar umas três vezes que, caso a gente não gostasse de algo, era pra avisar que ela faria outra coisa. O lugar em si parecia ter parado no tempo, com paredes meio descascadas e desbotadas; aquela coisa “não sei se foi intencional ou se é assim mesmo”. A moça foi tão atenciosa e efusiva que eu achei que saíriamos de lá com uma intoxicação alimentar, mas deu tudo certo (e o schnitzel estava gostosinho até)!

Achei a East Side Gallery (o muro de Berlin todo grafitado) bem bonita, mas é no Berlin Wall Memorial que a água bate na bunda e a gente começa a entender como funcionavam as coisas naquela época. O memorial mostra partes originais do muro e todas as contenções extras ao redor; logo atrás tem um cemitério, que foi recuado para a construção do muro na região, o que deixa tudo um pouco mais pesado e bizarro. Também dá para subir uma escadaria de uns três andares e ter uma visão superior, que ajuda muito a fazer mais sentido do que realmente era o muro e como ele dividiu a cidade. Fiquei mais fascinada do que imaginei que ficaria. É surreal demais lembrar que isso tudo aconteceu recentemente, que o muro foi derrubado há míseras duas décadas, e estar ali de frente para ele vendo um pedaço de história.

Não vejo a hora de voltar para Berlin e descobrir mais sobre essa cidade louca!

Paula Abrahao | 72h em Berlin
Paula Abrahao | 72h em Berlin
Paula Abrahao | 72h em Berlin
Paula Abrahao | 72h em Berlin
Paula Abrahao | 72h em Berlin
Paula Abrahao | 72h em Berlin
Paula Abrahao | 72h em Berlin
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Paula Abrahao | 72h em Berlin
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Paula Abrahao | 72h em Berlin
Paula Abrahao | 72h em Berlin
Tem mais algumas fotos de Berlin aqui.